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	<title>doença renal crónica Archives - My Nefrologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica e outros profissionais de saúde dedicados à Nefrologia</description>
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	<title>doença renal crónica Archives - My Nefrologia</title>
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		<title>Os desafios inerentes à correção da anemia na doença renal crónica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luís Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Apr 2025 10:35:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[doença renal crónica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Management of CKD-associated anaemia” foi o tema abordado por Ana Farinha, durante a sessão “Comorbidities of CKD”, que decorreu no primeiro dia do ERA Education Meeting. Em declarações à News Farma, a nefrologista da Unidade Local de Saúde da Arrábida (Setúbal) e vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia lembrou que “a anemia é uma comorbilidade [&#8230;]</p>
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<p>“Management of CKD-associated anaemia” foi o tema abordado por <strong>Ana Farinha</strong>, durante a sessão “Comorbidities of CKD”, que decorreu no primeiro dia do ERA Education Meeting. Em declarações à News Farma, a nefrologista da Unidade Local de Saúde da Arrábida (Setúbal) e vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia lembrou que “a anemia é uma comorbilidade muito comum na doença renal crónica” e impactante ao nível da qualidade de vida dos doentes. Assista ao vídeo da entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Entrevista Dr.ª Ana Farinha (ERA Education meeting)" src="https://player.vimeo.com/video/1075988690?h=19c781c9a2&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media"></iframe>
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<p>“A anemia é uma comorbilidade muito comum na doença renal crónica”, disse Ana Farinha, acrescentando que, pelo impacto na qualidade de vida dos doentes, é muito importante tratá-la, já “que vai sendo cada vez mais frequente” com a progressão da doença renal.</p>



<p>A nefrologista afirmou ainda que “a correção da anemia na doença renal crónica é um problema complexo”, graças aos diferentes mecanismos fisiopatológicos já conhecidos, além de outros que, provavelmente, ainda serão descobertos no futuro.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“E enquanto problema complexo, temos também terapêuticas que não são totalmente satisfatórias, ou seja, que não são isentas de risco, apesar de corrigirem a anemia”, declarou, focando-se, de seguida, nos benefícios e riscos de algumas das opções de tratamento atualmente disponíveis.</p>
</blockquote>



<p>Questionada sobre os principais desafios inerentes à terapêutica para correção da anemia no contexto da doença renal crónica, Ana Farinha começou por rever os mesmos, do ponto de vista dos doentes.</p>



<p>No caso dos estimuladores da eritropoiese, que são de utilização parentérica, implicam “uma injeção que os doentes, quando têm capacidade, são eles próprios a fazer”. No entanto, se não conseguirem ou não tiverem quem lhes aplique o tratamento, “implica uma deslocação a um hospital de dia ou a um centro de saúde”. Mais ainda, tratam-se de “moléculas de dispensa hospitalar e, portanto, o doente tem de ir ao hospital buscar a medicação”, a par da necessidade “de ser refrigerada”, ou seja, “tem também um cuidado adicional que é necessário ter”.</p>



<p>Do ponto de vista do médico, Ana Farinha destacou a segurança dos estimuladores da eritropoiese: “Estes fármacos implicam riscos, nomeadamente o aumento de eventos cardiovasculares, que é uma das principais causas de morte dos doentes”.</p>



<p>Na reta final da entrevista, a vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia teceu ainda um breve comentário sobre a importância da comunicação com os doentes, nomeadamente na adesão à terapêutica.</p>
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		<title>&#8220;A diabetes é uma das principais causas de doença renal crónica&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luís Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Apr 2025 14:11:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[doença renal crónica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A propósito do Dia Mundial do Rim, assinalado a 13 de março, leia o artigo de opinião da autoria de Mónica Reis, coordenadora do Núcleo de Estudos da Diabetes Mellitus da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), sobre o impacto da diabetes e da doença renal nos doentes. “A estratégia mais eficaz na redução da doença [&#8230;]</p>
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<p>A propósito do Dia Mundial do Rim, assinalado a 13 de março, leia o artigo de opinião da autoria de <strong>Mónica Reis</strong>, coordenadora do Núcleo de Estudos da Diabetes Mellitus da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), sobre o impacto da diabetes e da doença renal nos doentes. </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“A estratégia mais eficaz na redução da doença renal, além de hábitos de vida saudáveis, é prevenir e controlar, o mais precocemente possível, a diabetes e a tensão arterial”, reflete.</p>
</blockquote>



<p>A diabetes é uma doença crónica que atinge milhares de pessoas. Estima-se que existam cerca de 537 milhões de pessoas com Diabetes no mundo, segundo a Federação Internacional da Diabetes (IDF) e em Portugal, os últimos dados, apontam para 14.1% da população portuguesa com diabetes, o que representa cerca de 1.1 milhão de portugueses.</p>



<p>A problemática da diabetes não se resumo ao facto da pessoa com diabetes ter uma alteração da glicemia mas sim das consequências desta alteração metabólica e de todas as lesões nos diferentes órgãos e sistemas que a hiperglicemia induz.</p>



<p>A hiperglicemia causa alterações nos vasos sanguíneos que conduzem a lesões micro e macrovasculares extensas que são responsáveis pelas principais complicações associadas à Diabetes tais como retinopatia, neuropatia, nefropatia e ainda pelo aumento da incidência de enfarte agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral.</p>



<p>A propósito do Dia Mundial do Rim, a 13 de março, debruçamo-nos um pouco sobre a doença renal crónica (DRC) associada à diabetes ou nefropatia diabética.</p>



<p>A diabetes é uma das principais causas de doença renal crónica, sendo que 30 a 40% da população diabética tem DRC de acordo com dados da IDF. O que para Portugal representa cerca de 385 mil pessoas com Nefropatia Diabética. Segundo a IDF, entre 1990 e 2017 verificou-se um aumento de 74% nos novos casos de DRC associada à Diabetes tipo II.</p>



<p>A prevalência da Nefropatia Diabética aumenta com a idade, com o tempo de duração da Diabetes bem como com o inadequado controle metabólico.</p>



<p>A lesão renal resulta diretamente da hiperglicemia bem como de outras condições associadas à Diabetes como Hipertensão arterial, Dislipidemia ou Tabagismo que exacerbam o declínio da função renal. As pessoas com DRC tem maior risco de doenças cardiovasculares e morte.</p>



<p>Clinicamente a doença manifesta-se por um cansaço de agravamento progressivo, falta de apetite, náuseas ou vómitos, aumento da frequência urinária, sangue na urina, edema periférico e peri-ocular, alteração da tensão arterial e hálito cetónico, já numa fase mais avançada. A primeira manifestação é a perda de albumina na urina.</p>



<p>O diagnóstico deve ser realizado o mais precocemente possível por forma a prevenir o avanço da doença e a reduzir a gravidade da mesma. O diagnóstico é baseado no valor da creatinina sérica e da relação albumina/creatinina (RAC) na urina. A ecografia renal permite avaliar a estrutura do rim que também é afetada pela DRC pelo que também tem um papel diagnóstico.</p>



<p>A DRC divide-se em 5 estadios de gravidade sendo que o estádio terminal carece de substituição da função do rim por diálise ou por transplante de órgão, com custo económicos, sociais e familiares para os doentes e para a comunidade em geral, muito elevados.</p>



<p>Apenas 27 a 53% da população com DRC tem acesso a técnicas de substituição renal (diálise), sendo este acesso muito escasso nos países de baixo desenvolvimento económico, onde a prevalência de DRC é mais elevada. Sendo uma causa de morte frequente nestes países.</p>



<p>As alterações da tensão arterial são consequência e também causa de doença renal crónica pelo que é fundamental o seu controle.</p>



<p>Atualmente existem várias classes de fármacos para o tratamento da diabetes que além de proporcionarem um bom controle da glicemia, têm por si só um efeito benéfico no declínio da função renal. No entanto, apesar de toda a melhoria na terapêutica disponível para a DRC, a melhor forma continua a ser a prevenção.</p>



<p>Assim a estratégia mais eficaz na redução da doença renal, além de hábitos de vida saudáveis, é prevenir e controlar, o mais precocemente possível, a diabetes e a tensão arterial.</p>
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		<title>80 % dos portugueses no último estadio da doença renal crónica fazem hemodiálise</title>
		<link>https://mynefrologia.pt/atualidade/80-dos-portugueses-no-ultimo-estadio-da-doenca-renal-cronica-fazem-hemodialise/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Luís Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Apr 2025 14:05:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[doença renal crónica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segundo o Atlas da Doença Renal Crónica, uma publicação que descodifica os dados do Registo Nacional, em 2023, oito em cada dez novos doentes que atingiram o estadio V da doença renal crónica começaram a fazer hemodiálise e, destes, 90 % receberam cuidados em unidades de diálise do setor privado.&#160; Além destes números, esta iniciativa [&#8230;]</p>
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<p>Segundo o Atlas da Doença Renal Crónica, uma publicação que descodifica os dados do Registo Nacional, em 2023, oito em cada dez novos doentes que atingiram o estadio V da doença renal crónica começaram a fazer hemodiálise e, destes, 90 % receberam cuidados em unidades de diálise do setor privado.&nbsp;</p>



<p>Além destes números, esta iniciativa da Sociedade Portuguesa de Nefrologia mostra que apenas um em cada dez realizou a modalidade de diálise no domicílio.</p>



<p>O relatório confirma, também, que a diabetes (31,3 %) e a hipertensão (11,2 %) são os principais responsáveis pelos novos casos, enquanto que as doenças cardiovasculares (27,9 %) e as infeções (26,5 %) tornaram-se os principais motivos de mortalidade entre os doentes em hemodiálise, seguidos das neoplasias (10,2 %), sobretudo nas pessoas com mais de 65 anos (83,7 %).</p>



<p>O mesmo documento atesta ainda uma tendência emergente: cresce a sensibilização dos médicos e doentes para o tratamento conservador, fazendo com que mais doentes optem por esta via (8,4 %, em 2023). No entanto, os números existentes ainda subvalorizam o registo deste grupo de doentes, devido a problemas de definição do âmbito desta designação.&nbsp;</p>



<p>Sabe-se, inclusivamente, que mais de 28 % dos doentes que entraram em diálise em 2023, ou seja, mais de um em cada quatro, estavam acima dos 80 anos e que apenas 1,2 % conseguem realizar um transplante, em geral com um dador vivo, sem passar pela diálise. De referir que a idade média dos doentes hemodialisados subiu para os 68,5 anos, com 13 % a chegarem à hemodiálise.</p>



<p>Quanto à diálise domiciliária, assistiu-se a um crescimento sustentado da diálise peritoneal, realizada em casa pelos doentes ou cuidadores preparados para o efeito: em 2023, mais 9,3 % iniciaram este tipo de diálise, tendo a média de idades diminuído para 56,1 anos e a mortalidade caído 5,3 %.</p>



<p>Em relação aos transplantes, os dados confirmam que, em Portugal, desde 1980, foram já efetuados 15 556 transplantes renais, um número que tem vindo sempre a aumentar (547 em 2023, mais 10 % face ao ano anterior). A taxa de dador de cadáver continua também elevada (cerca de 89 %), com um número crescente (11 %) de doentes a receberem o órgão de um dador vivo.</p>



<p>Recorde-se que a doença renal crónica afeta cerca de um milhão de pessoas em Portugal.</p>



<p>Para este estudo feito em 2023, à semelhança do que tem acontecido nos outros anos, foram recebidas respostas de todas as unidades nacionais: 139 centros de hemodiálise, 26 unidades de diálise peritoneal, oito centros de transplante renal para adultos e um centro pediátrico.</p>
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		<title>Mais de 30 % dos portugueses não sabe que a doença renal crónica pode ser prevenida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luís Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Apr 2025 14:01:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[doença renal crónica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dados de um estudo realizado no âmbito dos 40 anos da Associação Nacional de Centros de Diálise confirmam que, apesar de a doença renal crónica afetar 9,8 % da população nacional, há ainda muito que os portugueses não sabem sobre esta patologia. A maioria dos inquiridos (77,5 %) já ouviu falar da doença, mas desconhece [&#8230;]</p>
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<p>Dados de um estudo realizado no âmbito dos 40 anos da Associação Nacional de Centros de Diálise confirmam que, apesar de a doença renal crónica afetar 9,8 % da população nacional, há ainda muito que os portugueses não sabem sobre esta patologia. A maioria dos inquiridos (77,5 %) já ouviu falar da doença, mas desconhece alguns dos mais importantes fatores de risco.</p>



<p>Ainda que considerem o seu grau de conhecimento elevado, não só desconhecem algumas das causas da doença, como têm várias conceções erradas sobre o que é, como pode ser prevenida, os seus sintomas, a quem impacta mais e algumas das suas consequências.</p>



<p>As conclusões do estudo mostram, ainda, que menos de um quarto (24,4 %) sabe que a hipertensão arterial é uma das causas da doença e só 27,7 % associam a obesidade à doença renal crónica, apesar de ser um dos seus principais fatores de risco. Os dados mostram também que 31,6 % desconhecem que estamos a falar de uma doença que pode ser prevenida, e 61,3 % dizem não saber que Portugal é o país europeu com maior prevalência de doentes em terapia substitutiva da função renal, sendo a hemodiálise a terapia mais utilizada.</p>



<p>O inquérito procurou aferir o grau de conhecimento dos portugueses sobre a doença renal crónica, bem como avaliar o grau de informação sobre a realidade da diálise em Portugal e respetivos fatores de valorização. As conclusões servirão de base para a definição de estratégias, públicas e privadas, para aumento da literacia sobre esta doença, capacitar os diferentes&nbsp;<em>stakeholders&nbsp;</em>de ferramentas mais eficazes no combate à doença e melhorar o acesso aos respetivos tratamentos.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Este inédito estudo é um passo essencial para aumentar a literacia sobre a doença renal crónica e esperamos que as conclusões sirvam como base para a implementação de estratégias eficazes que capacitem profissionais de saúde e população a combater a doença de forma mais eficiente”, refere Sofia Correia de Barros, presidente da Associação Nacional de Centros de Diálise (ANADIAL).</p>
</blockquote>



<p>Sabe-se que esta é a 7.ª principal causa de morte entre as doenças não transmissíveis, a nível global, estimando-se que cerca de 850 milhões de pessoas vivam com esta doença em todo o mundo.</p>
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		<title>Peritos identificam falhas no diagnóstico à doença renal crónica</title>
		<link>https://mynefrologia.pt/atualidade/peritos-identificam-falhas-no-diagnostico-a-doenca-renal-cronica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Luís Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Apr 2025 13:57:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[doença renal crónica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O programa NEPHRODetect, uma iniciativa de um grupo de 17 especialistas em doença renal crónica, faz três recomendações às autoridades de saúde para melhorar o tratamento destes doentes. A lista de sugestões inclui dois novos códigos informáticos&#160;para os especialistas de Medicina Geral e Familiar. Estes têm como objetivo facilitar e uniformizar a prescrição e emissão [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O programa NEPHRODetect, uma iniciativa de um grupo de 17 especialistas em doença renal crónica, faz três recomendações às autoridades de saúde para melhorar o tratamento destes doentes.</p>



<p>A lista de sugestões inclui dois novos códigos informáticos&nbsp;para os especialistas de Medicina Geral e Familiar. Estes têm como objetivo facilitar e uniformizar a prescrição e emissão de resultados dos exames a dois parâmetros fundamentais para um diagnóstico mais preciso: a taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) e a albuminúria (RAC). O atual sistema informático nos Cuidados de Saúde Primários do Serviço Nacional de Saúde (SNS) não dispõe destes dois códigos específicos nas fórmulas recomendadas pelas orientações internacionais. Com a alteração proposta, o Registo de Saúde Eletrónico (RSE) será feito de forma padronizada.</p>



<p>Além dos códigos de prescrição, os peritos recomendam a codificação da doença renal crónica no contexto da Classificação Internacional de Cuidados Primários (ICPC2) e a atualização das normas da Direção-Geral da Saúde.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Hoje não conseguimos saber com exatidão o número de pessoas que sofrem de doença renal crónica, porque não está identificada no sistema informático da saúde com um código próprio, à semelhança do que acontece com outras doenças como a diabetes ou a hipertensão. A nossa recomendação é que se atribua um código único, pois só assim conheceremos a real dimensão do problema e conseguiremos planear e executar a melhor estratégia para resolvê-lo”, defende Edgar Almeida, presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia.</p>
</blockquote>



<p>Concretizados estes dois passos – código de prescrição e código de doença –, os especialistas consideram imperativo que a Direção-Geral da Saúde atualize as normas de boas práticas. “Estas orientações, juntamente com uma maior sensibilização para o assunto entre a comunidade médica, permitirão que as medições da TFGe e da albuminúria sejam realizadas de forma consistente, independentemente da especialidade médica do médico assistente, do laboratório ou da localização geográfica. Atualmente existem medicamentos modificadores de prognóstico que, em fases precoces da doença, podem retardar significativamente a progressão para diálise e reduzir a mortalidade nestes doentes”, sublinha.</p>



<p>O NEPHRODetect integra três especialistas em Nefrologia, quatro em Medicina Geral e Familiar e dez em Patologia Clínica e representantes de laboratórios nacionais de análises clínicas. Foi criado para analisar as mais recentes orientações internacionais sobre a doença renal crónica, com o objetivo de criar um documento de consenso com recomendações de uniformização do diagnóstico e de reportagem em Portugal.</p>



<p>“Na origem deste trabalho estão dois pontos: as dificuldades de os médicos de família pedirem exames com o detalhe necessário e os relatórios dos laboratórios não serem uniformes. A solução foi juntar todos os intervenientes para definir critérios fáceis de aplicar, que melhoram todo o processo de diagnóstico da doença renal crónica, com benefícios tangíveis para os doentes”, conclui Edgar Almeida.</p>



<p>Estima-se que a doença renal crónica afete 9,8 % da população adulta em Portugal. A fraca consciencialização da sociedade resulta numa elevada taxa de subdiagnóstico, particularmente, nos grupos de alto risco. Mais de 98 % dos doentes não sabem que têm a doença. Portugal apresenta o pior cenário de entre os países da União Europeia com cerca de 20 mil doentes em diálise.</p>
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