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	<title>My Nefrologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica e outros profissionais de saúde dedicados à Nefrologia</description>
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		<title>Hemodiálise: estudo alerta para desfasamento entre preço e custos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:34:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A atualização do estudo “Preço Compreensivo da Hemodiálise em Portugal”, realizado a pedido da Associação Nacional de Centros de Diálise (ANADIAL), confirma um desfasamento financeiro significativo entre o preço dos tratamentos de hemodiálise atuais e os custos para as clínicas que os realizam, sugerindo que o preço atualmente pago por sessão não acompanha a inflação [&#8230;]</p>
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<p>A atualização do estudo “Preço Compreensivo da Hemodiálise em Portugal”, realizado a pedido da Associação Nacional de Centros de Diálise (ANADIAL), confirma um desfasamento financeiro significativo entre o preço dos tratamentos de hemodiálise atuais e os custos para as clínicas que os realizam, sugerindo que o preço atualmente pago por sessão não acompanha a inflação real dos custos. A análise feita confirma que o preço compreensivo não tem acompanhado a evolução dos custos operacionais,&nbsp; com um aumento significativo destes últimos, o que se traduz numa pressão acrescida sobre a sustentabilidade económica dos prestadores. E conclui ser essencial adotar um mecanismo de atualização regular desse preço.</p>



<p>O relatório revela que a redução administrativa implementada em 2012, que consistiu numa descida e imposição de novos limites máximos para o preço compreensivo pago pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) aos centros de diálise, teve um impacto profundo nestas contas, originando um diferencial significativo no financiamento da hemodiálise em Portugal.</p>



<p>O impacto negativo desta decisão política do passado sobre o nível atual de financiamento torna-se particularmente evidente quando se comparam os dois cenários de estimativas do preço compreensivo projetado para 2025: com a redução administrativa de 2012, o preço compreensivo estimado fixa-se em aproximadamente 654€ por sessão em 2025; sem a redução administrativa de 2012, atingiria cerca de 779€ por sessão. Este foi um corte da <em>troika</em> nunca revertido.</p>



<p>A diferença entre estes dois cenários demonstra que a redução de 2012 agravou o desfasamento entre a evolução dos custos operacionais das clínicas e o preço efetivamente praticado e financiado, com a persistência deste diferencial ao longo do tempo a traduzir-se numa pressão acrescida sobre o equilíbrio económico-financeiro e a sustentabilidade dos prestadores destes cuidados de saúde.</p>



<p>São vários os fatores responsáveis por impulsionar o crescimento dos custos da hemodiálise em Portugal, com particular incidência a partir de 2022, a começar pelo aumento das remunerações no setor da saúde, com os gastos com pessoal a representarem a maior fatia da estrutura de custos operacionais de uma clínica médica de hemodiálise, pesando cerca de 49%.</p>



<p>O crescimento da despesa com medicação representa cerca de 6% da estrutura de custos e tem registado taxas de crescimento particularmente elevadas ao longo do tempo, ao qual se junta os preços das <em>utilities</em> (energia e água), que pesam 5% nos custos das clínicas e que têm apresentado um comportamento bastante volátil. Esta componente contribuiu de forma muito significativa para o aumento dos custos, sobretudo em 2022, refletindo o contexto inflacionista global associado aos preços da energia.</p>



<p>Além destes três determinantes principais, a inflação geral dos bens e serviços de saúde afeta as restantes categorias, nomeadamente os consumíveis (16%), os acessos vasculares (3%), os meios complementares de diagnóstico e terapêutica (2%) e outros custos (19%). E embora estas áreas apresentem uma trajetória de crescimento mais moderada quando comparadas com as remunerações ou a medicação, acompanham a tendência geral de subida, contribuindo para a pressão acrescida sobre o equilíbrio económico-financeiro dos prestadores destes cuidados de saúde.</p>



<p>Fatores que, conclui o relatório, reforçam a necessidade de adoção de um mecanismo de atualização regular do preço compreensivo, considerado essencial para assegurar a coerência entre custos e financiamento, a sustentabilidade económica da prestação de cuidados de hemodiálise, bem como a manutenção da qualidade e da capacidade de resposta do sistema.</p>



<p>“As clínicas privadas asseguram atualmente mais&nbsp; de 91% dos tratamentos de hemodiálise em Portugal, mantendo o compromisso com os doentes apesar das dificuldades. No entanto, o desfasamento entre o preço compreensivo e os custos reais ameaça a sustentabilidade deste trabalho e, com ele, a resposta que milhares de portugueses recebem todos os dias”, alerta Paulo Dinis, Presidente da ANADIAL. “É essencial, por isso, aplicar um mecanismo de atualização regular do preço compreensivo”.</p>
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		<title>Encargos do Estado com hemodiálise subiram 3% para cerca de 271 milhões em 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 14:16:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os encargos do Estado com a diálise rondaram os 271 milhões de euros em 2025, mais 3% do que em 2024, mantendo-se como a área convencionada com maior peso na despesa pública, com 27% do total. De acordo com a monitorização da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) sobre o setor convencionado de hemodiálise, divulgada recentemente, [&#8230;]</p>
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<p>Os encargos do Estado com a diálise rondaram os 271 milhões de euros em 2025, mais 3% do que em 2024, mantendo-se como a área convencionada com maior peso na despesa pública, com 27% do total.</p>



<p>De acordo com a monitorização da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) sobre o setor convencionado de hemodiálise, divulgada recentemente, o aumento dos encargos resultou da atualização do preço compreensivo por doente e por semana.</p>



<p>&#8220;Tal como nos dois anos anteriores, em 2025, a diálise manteve-se como a área de convenção com maior volume de encargos, representando 27% da despesa total do Estado com o setor convencionado, seguida pela área das análises clínicas, com 26,1%&#8221;, refere o relatório.</p>



<p>Apesar do aumento da despesa, o peso relativo da diálise na despesa com convenções diminuiu 0,8 pontos percentuais face a 2024.</p>



<p>A ERS refere ainda que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) assegurou 98,7% do financiamento dos tratamentos de hemodiálise, quer diretamente, através dos cuidados prestados nos hospitais públicos, quer indiretamente, por intermédio dos prestadores convencionados.</p>



<p>No final de 2025, encontravam-se inscritos na Plataforma de Gestão Integrada da Doença (PGID) 12.836 utentes em tratamento de hemodiálise.</p>



<p>Destes, 1.115 (8,7%) realizavam os tratamentos em unidades hospitalares públicas, enquanto 11.719 (91,3%) eram tratados em 106 unidades dos setores privado e social.</p>



<p>Em dezembro de 2025 existiam 106 unidades prestadoras de cuidados de hemodiálise dos setores privado e social, o mesmo número registado no ano anterior, distribuídas por 16 operadores, mais um do que em 2024.</p>



<p>As áreas metropolitanas do Porto e da Grande Lisboa continuaram a concentrar o maior número de unidades, enquanto o Alto Tâmega e Barroso permaneceu sem unidades não públicas, sendo o acesso aos cuidados assegurado pelo setor público.</p>



<p>Segundo a ERS, a estrutura do mercado da hemodiálise em Portugal continental continua a apresentar elevados níveis de concentração, tanto a nível nacional como regional, encontrando-se dentro do intervalo que, de acordo com as orientações da Comissão Europeia, suscita preocupações concorrenciais.</p>



<p>A nível regional, três das 24 NUTS III — Alentejo Litoral, Baixo Alentejo e Beira Baixa — registam um índice de concentração superior a 9.000 pontos, refletindo mercados muito concentrados e próximos de situações de monopólio.</p>



<p>O regulador destaca ainda os casos do Baixo Alentejo e da Beira Baixa, onde predominam situações de monopólio ou duopólio dos dois maiores grupos empresariais, tendo o indicador de concentração agravado no Baixo Alentejo face a 2024.</p>



<p>No conjunto do país, os dois maiores grupos empresariais detinham, no final de 2025, uma participação de mercado de 71,7%, menos 0,8 pontos percentuais do que no ano anterior, embora a quota do maior grupo tenha aumentado ligeiramente.</p>



<p>No que respeita ao acesso aos cuidados, o tempo médio de deslocação dos utentes até à unidade de diálise manteve-se nos 17 minutos.</p>



<p>A proporção de utentes que realizavam tratamento na unidade mais próxima da residência diminuiu de 69,9%, em 2024, para 64% em 2025.</p>



<p>Face aos resultados da monitorização, a ERS afirma que continuará a acompanhar regularmente a prestação de cuidados de hemodiálise, em particular no que respeita ao financiamento, ao acesso e à concorrência.</p>



<p class="has-small-font-size">Fonte: LUSA</p>
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		<title>Estudo nacional demonstra elevada adesão à reciclagem entre doentes em diálise peritoneal</title>
		<link>https://mynefrologia.pt/atualidade/estudo-nacional-demonstra-elevada-adesao-a-reciclagem-entre-doentes-em-dialise-peritoneal/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 11:25:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo publicado no&#160;Journal of Nephrology&#160;analisou os comportamentos de sustentabilidade em doentes submetidos a diálise peritoneal (DP), demonstrando uma elevada adesão à reciclagem: 84,4% dos participantes referem separar resíduos, com destaque para o papel (83,3%) e o plástico (66,7%). A investigação, conduzida na Unidade Local de Saúde do Médio Tejo e na Unidade Local de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um estudo publicado no&nbsp;<em>Journal of Nephrology</em>&nbsp;analisou os comportamentos de sustentabilidade em doentes submetidos a diálise peritoneal (DP), demonstrando uma elevada adesão à reciclagem: 84,4% dos participantes referem separar resíduos, com destaque para o papel (83,3%) e o plástico (66,7%). A investigação, conduzida na Unidade Local de Saúde do Médio Tejo e na Unidade Local de Saúde de Santo António, incluiu 90 doentes (idade média de 54,4 anos; 64,4% do sexo masculino), que responderam a um questionário de 17 tópicos.</p>



<p>Cerca de 21,3% dos inquiridos reportaram ainda reciclar soluções de diálise e bolsas de drenagem, apesar de estes materiais serem classificados como resíduos hospitalares. Não foram encontradas associações estatisticamente significativas entre os hábitos de reciclagem e variáveis como idade, local de residência ou modalidade de DP (p&gt;0,05), sugerindo que estas práticas refletem sobretudo comportamentos domésticos previamente estabelecidos.</p>



<p>Do ponto de vista logístico, a maioria dos doentes (85,6%) recebe os materiais mensalmente, sendo que 88,9% se mostra satisfeita com esta periodicidade. Alternativas de distribuição foram pouco valorizadas, evidenciando alguma resistência à mudança.</p>



<p>Relativamente à saúde digital, embora 84,4% prefira consultas presenciais, observa-se abertura a soluções digitais, particularmente entre os mais jovens, com diferenças estatisticamente significativas (p=0,005 e p=0,001).</p>



<p>Os autores concluem que os doentes em diálise peritoneal demonstram um forte compromisso com práticas sustentáveis, especialmente na reciclagem, ainda que estas estejam enraizadas em hábitos prévios ao contexto clínico. Salientam, contudo, que os desafios ambientais associados à logística e transporte de materiais exigem respostas estruturais e sistémicas, que vão além de intervenções centradas no doente.</p>



<p>Leia o estudo <a href="https://academic.oup.com/joneph/advance-article-abstract/doi/10.1093/joneph/aajag073/8718965?redirectedFrom=fulltext" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Inquérito Nacional de Saúde: &#8220;Salvar os rins dos portugueses exige proatividade na prevenção e diagnóstico precoce&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 09:15:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A recente divulgação dos resultados do Inquérito Nacional de Saúde pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) fez acender sinais de alarme na comunidade médica, com particular impacto na Nefrologia nacional. Indicadores como os 25,6% de hipertensos na população e os 57,1% de adultos com excesso de peso ou obesidade desenham um cenário crítico para o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A recente divulgação dos resultados do Inquérito Nacional de Saúde pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) fez acender sinais de alarme na comunidade médica, com particular impacto na Nefrologia nacional. Indicadores como os 25,6% de hipertensos na população e os 57,1% de adultos com excesso de peso ou obesidade desenham um cenário crítico para o futuro da Saúde Pública. Em entrevista, <strong>Ana Farinha</strong>, membro da Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN), interpreta estes dados e traduz o impacto direto e severo que os estilos de vida e as patologias crónicas exercem sobre os rins. A especialista deixa avisos sobre os perigos ocultos da automedicação com anti-inflamatórios para as dores lombares e defende, em nome da Sociedade, a implementação de três estratégias nacionais para travar a progressão silenciosa da insuficiência renal em Portugal. </p>



<p><strong>News Farma (NF) I O Inquérito Nacional de Saúde revela que um em cada quatro portugueses sofre de hipertensão arterial. Sabendo que a pressão alta é, em simultâneo, uma das principais causas e consequências da doença renal crónica, este indicador funciona como um aviso de que estamos perante uma &#8220;epidemia&#8221; silenciosa de insuficiência renal nas próximas décadas?</strong></p>



<p><strong>Ana Farinha (AF) I</strong> Estes dados do INE são um sinal de alarme que não podemos ignorar. A relação entre a hipertensão arterial (HTA) e a doença renal crónica (DRC) é um ciclo vicioso: a HTA lesa progressivamente o património microvascular comprometendo a função renal; por sua vez, a perda de função renal ou a própria doença renal podem ser a causa da própria hipertensão. Portanto sempre que há HTA, há que investigar a função renal.</p>



<p>Como a DRC é assintomática nas fases iniciais, diagnosticar HTA num em cada quatro portugueses significa que temos uma enorme percentagem da população em risco real de falência renal nas próximas décadas. Se não agirmos hoje na prevenção e no controlo rigoroso da pressão arterial, assistiremos a um aumento insustentável de doentes a necessitar de diálise ou transplante. É, efetivamente, uma epidemia silenciosa em marcha.</p>



<p><strong>NF I Os dados mostram ainda que 57,1% da população adulta em Portugal vive com pré-obesidade ou obesidade. Além de ser o principal trampolim para a diabetes tipo 2 — a causa número um de doentes em diálise —, de que forma é que o excesso de peso, por si só, agride o rim e o obriga a um esforço acrescido?</strong></p>



<p><strong>AF I</strong> A obesidade e a pré-obesidade não são apenas &#8220;trampolins&#8221; para a diabetes; elas agridem o rim de forma direta e mecânica através de um fenómeno chamado hiperfiltração glomerular. Para responder às exigências metabólicas de um corpo com excesso de peso, os rins são obrigados a trabalhar em &#8220;sobre-esforço&#8221;, filtrando um volume de sangue muito superior ao normal. Este estado de hiperfiltração leva a glomerulosclerose e à consequente perda de nefrónios. Além disso, o tecido adiposo disfuncional liberta mediadores inflamatórios que causam <em>stress </em>oxidativo e lesão direta nas microvasculatura renal. O excesso de peso fustiga o rim, mesmo na ausência de diabetes ou hipertensão, o que se pode traduzir, desde logo, em marcadores como a microalbuminúria.</p>



<p><strong>NF I As dores lombares surgem neste inquérito como a doença crónica mais prevalente em Portugal, afetando quase um terço da população. Enquanto nefrologista, preocupa o facto de haver milhões de portugueses a gerir a dor lombar através da automedicação diária com anti-inflamatórios? Que perigos correm os rins com este hábito?</strong></p>



<p><strong>AF I </strong>A dor lombar é um dos mitos associados à Nefrologia: muitas vezes atribui-se à doença renal quando, na realidade, traduz, sim, um problema osteomuscular. Por outro lado, representa uma das maiores preocupações da comunidade nefrológica, porque se associa ao consumo crónico e indiscriminado de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) — muitas vezes feito por automedicação.</p>



<p>Os AINEs atuam bloqueando substâncias (prostaglandinas) que ajudam a manter a circulação sanguínea adequada dentro do rim. Ao tomar estes fármacos diariamente, o doente provoca episódios repetidos de isquemia (falta de sangue e oxigénio) no tecido renal. Isto pode resultar numa insuficiência renal aguda ou, a longo prazo, precipitar uma nefropatia por analgésicos — uma forma irreversível de doença renal crónica. É urgente educar a população: a dor crónica deve ser gerida com orientação médica e nunca à custa da saúde dos rins.</p>



<p><strong>NF I O relatório traça também um cenário cinzento nos estilos de vida: mais de metade dos portugueses não pratica exercício e a maioria não consome legumes diariamente. De que forma o sedentarismo e os erros alimentares (nomeadamente o consumo excessivo de sal) aceleram o envelhecimento precoce dos rins?</strong></p>



<p><strong>AF I </strong>Os rins sofrem um processo natural de envelhecimento, mas o sedentarismo e os erros alimentares funcionam como aceleradores deste relógio biológico. O consumo excessivo de sal é um dos principais vilões: além de agravar a hipertensão arterial, provoca retenção de água e sobrecarga endotelial, lesando a microcirculação renal.</p>



<p>Por outro lado, o sedentarismo favorece a rigidez arterial e a acumulação de gordura visceral. Quando combinamos a falta de atividade física com uma dieta pobre em hortícolas (e, logo, pobre em potássio, que ajuda a contrabalançar o efeito do sódio), criamos um ambiente de inflamação crónica e <em>stress </em>vascular. O resultado é o envelhecimento precoce do rim, que perde a sua capacidade de reserva funcional muito antes do esperado.</p>



<p><strong>NF I Muitas vezes, quando o doente descobre um problema, já está em fases avançadas de falência. Perante este diagnóstico da saúde dos portugueses feito pelo INE, que estratégias urgentes defende para que o rastreio da função renal seja priorizado em Portugal?</strong></p>



<p><strong>AF I</strong> O diagnóstico tardio é o nosso maior inimigo, mas a solução é simples e de baixo custo. Para inverter este cenário traçado pelo INE, a SPN defende três estratégias urgentes:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Rastreio sistemático nos Cuidados de Saúde Primários:</strong> Implementar a obrigatoriedade da avaliação da função renal (através do cálculo da taxa de filtração glomerular pela creatinina no sangue) e da pesquisa de proteínas na urina (rácio albumina/creatinina) em todos os doentes de risco — hipertensos, diabéticos, obesos, doentes com doenças renais familiares, infeciosas crónicas, auto-imunes ou urológicas e pessoas com mais de 60 anos;</li>



<li><strong>Integração de alertas informáticos:</strong> Criar automatismos nos sistemas de prescrição médica que alertem o médico de família quando um doente apresenta critérios de risco ou declínio da função renal;</li>



<li><strong>Literacia em saúde:</strong> Desenvolver campanhas nacionais que ensinem os portugueses a exigir a avaliação dos seus &#8220;números do rim&#8221;, da mesma forma que já fazem com o colesterol ou a glicémia. Salvar os rins dos portugueses exige proatividade na prevenção e diagnóstico precoce.</li>
</ul>
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		<item>
		<title>Braga recebe a próxima edição do Encontro Renal</title>
		<link>https://mynefrologia.pt/eventos/braga-recebe-a-proxima-edicao-do-encontro-renal/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 15:40:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A comunidade nefrológica nacional já tem encontro marcado para o outono. O Encontro Renal, que é simultaneamente o XL Congresso Português de Nefrologia, vai decorrer entre os dias 8 e 10 de outubro, no Fórum Braga. Consolidado como um dos principais momentos de reunião científica da especialidade em Portugal, o evento promete dias de intensa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A comunidade nefrológica nacional já tem encontro marcado para o outono. O Encontro Renal, que é simultaneamente o XL Congresso Português de Nefrologia, vai decorrer entre os dias 8 e 10 de outubro, no Fórum Braga. Consolidado como um dos principais momentos de reunião científica da especialidade em Portugal, o evento promete dias de intensa atividade focados numa abordagem abrangente, atual e multidisciplinar à doença renal, assumindo-se como um espaço obrigatório de formação contínua, debate e <em>networking </em>para os profissionais de saúde. Saiba como aceder ao formulário de inscrição. </p>



<p>Embora o programa científico detalhado ainda não tenha sido revelado, a expectativa para o XL Congresso Português de Nefrologia mantém-se elevada. O evento vai reunir os especialistas de maior referência nas diversas áreas da Nefrologia para promover a partilha de conhecimento e a discussão de casos clínicos, trazendo para cima da mesa os mais recentes avanços no diagnóstico, tratamento e acompanhamento do doente renal.</p>



<p>A estrutura do evento foi desenhada para potenciar a interatividade e a atualização de competências. Ao longo dos quatro dias, os participantes vão poder contar com um alinhamento dinâmico composto por sessões plenárias e mesas-redondas; cursos práticos e workshops; comunicações orais e pósteres científicos.</p>



<p>O congresso é explicitamente dirigido não só a médicos nefrologistas e internos da especialidade, mas também a enfermeiros, investigadores e todos os profissionais de saúde diretamente envolvidos na linha de cuidados ao doente renal. Aceda ao formulário de inscrição <a href="https://spnefro.pt/noticias/xl-congresso-portugues-de-nefrologia" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>. </p>
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		<title>Transplante renal nos HUC: ultrapassada a marca dos 4 000 transplantes com apelo à responsabilidade</title>
		<link>https://mynefrologia.pt/atualidade/transplante-renal-nos-huc-ultrapassada-a-marca-dos-4-000-transplantes-com-apelo-a-responsabilidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 15:30:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) alcançaram a marca dos 4 000 transplantes renais no mês de junho, no âmbito do programa que teve início em 1982. O diretor do Serviço de Urologia e Transplantação Renal, Arnaldo Figueiredo, refere o simbolismo deste número, mas que é necessário sensibilizar a população para as vantagens de [&#8230;]</p>
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<p>Os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) alcançaram a marca dos 4 000 transplantes renais no mês de junho, no âmbito do programa que teve início em 1982. O diretor do Serviço de Urologia e Transplantação Renal, <strong>Arnaldo Figueiredo</strong>, refere o simbolismo deste número, mas que é necessário sensibilizar a população para as vantagens de cuidar da saúde dos rins.</p>



<p>“É o acumular de uma série de transplantação que se iniciou em 1982 e que tem vindo a demonstrar-se como uma mais-valia de grande importância para os doentes”, disse o diretor. No entanto, &#8220;melhor do que ser transplantado é não precisar de ser transplantado. A transplantação impõe um esforço coletivo de parceria, em que há múltiplas especialidades envolvidas”, indica, salientando a “necessidade de os doentes também se empenharem”.</p>



<p>Foi o caso de José Alfredo Costa, de 70 anos. Este doente, o 4.000.º transplantado nos HUC – que, para realizar a cirurgia, teve de perder peso. Para este doente, que começou há três anos e meio a fazer diálise peritoneal e, em janeiro, hemodiálise, o transplante “não foi difícil” e “mudou muita coisa” na sua vida.</p>



<p>A Unidade Local de Saúde de Coimbra (que integra os HUC) é Centro de Referência Nacional para transplante renal de adulto desde 2016 e, em Portugal, o Centro com “maior atividade de transplantação renal acumulada e a cada ano”, segundo Arnaldo Figueiredo.</p>



<p>“O recorde da nossa Unidade foram 178 transplantes num ano, há cerca de 10 anos. Temos mantido uma média à volta dos 130”, assinala.</p>



<p>Arnaldo Figueiredo apontou que “a doença renal crónica é quase uma inevitabilidade, atendendo a que o rim envelhece e há fatores que o agravam, alguns genéticos e outros comportamentais”, como desvios alimentares, hipertensão, tabagismo ou sedentarismo.</p>



<p>Uma vez chegados à doença renal crónica, e para se conseguir que o transplante tenha sucesso, o doente “tem que depois empenhar-se em criar as melhores condições para seu próprio benefício”, refere o especialista, salientando que há “uma responsabilização enorme”.</p>



<p>“A pessoa tem a obrigação, a responsabilidade, perante a sociedade e os outros que o não receberam em detrimento dele, de ter os cuidados adequados”, sublinha.</p>



<p>Segundo Arnaldo Figueiredo, a média de espera para um transplante “anda nos quatro, cinco anos”, podendo variar em função de fatores como o grupo sanguíneo, o ajuste da idade entre o recetor e o dador e o tempo de diálise.</p>



<p>“Há cerca de 13 mil doentes em diálise em Portugal, mas há cerca de dois mil doentes em lista de espera. Em Portugal, fazem-se cerca de 500, 600 transplantes por ano”, informa.</p>



<p>Arnaldo Figueiredo refere ainda que a sobrevida de um órgão transplantado “ultrapassa os 10 anos”.</p>
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		<title>Lisboa acolhe Reunião Anual da Sociedade Portuguesa de Nefrologia Pediátrica em outubro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 10:44:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cidade de Lisboa vai ser o palco da Reunião Anual da Sociedade Portuguesa de Nefrologia Pediátrica (SPNP), que se realiza nos dias 29 e 30 de outubro. O encontro, que pretende reunir especialistas de todo o país para debater os principais avanços e desafios na saúde renal dos mais novos, já tem as inscrições [&#8230;]</p>
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<p>A cidade de Lisboa vai ser o palco da Reunião Anual da Sociedade Portuguesa de Nefrologia Pediátrica (SPNP), que se realiza nos dias 29 e 30 de outubro. O encontro, que pretende reunir especialistas de todo o país para debater os principais avanços e desafios na saúde renal dos mais novos, já tem as inscrições abertas e o período de submissão de resumos a decorrer através da plataforma oficial do evento.</p>



<p>A edição arranca na manhã de 29 de outubro com um curso pré-congresso, em formato exclusivamente presencial, dedicado ao tema da lesão renal aguda. A abertura oficial do congresso está agendada para o início da tarde. </p>



<p id="p-rc_e9f3d38c4d81eee3-201">Um dos grandes destaques do primeiro dia será a conferência plenária &#8220;Nefrologia Pediátrica em Portugal: O que somos? Para onde vamos?&#8221;, proferida por Carmen do Carmo, que proporá uma reflexão estrutural sobre o panorama atual e o futuro da especialidade no país. Ainda na quinta-feira, o programa científico contará com uma mesa-redonda focada na Nefrologia Neonatal (abordando a lesão renal aguda e a hipertensão arterial em recém-nascidos) e uma sessão internacional sobre Nefro-Oncologia, conduzida por Pedro Arango Sancho, do <em>Hospital Sant Joan de Déu</em>, em Barcelona.</p>



<p id="p-rc_e9f3d38c4d81eee3-202">O segundo dia do evento, 30 de outubro, inicia-se com a abordagem de &#8220;Hot Topics&#8221; na área e segue com uma mesa-redonda altamente prática sobre os motivos mais frequentes de referenciação à consulta de Nefrologia Pediátrica. Nesta sessão, os especialistas vão debater a abordagem clínica perante cenários de rim único e de quistos renais.</p>



<p id="p-rc_e9f3d38c4d81eee3-203">A forte interligação entre órgãos estará em evidência no painel dedicado ao &#8220;Rim e Coração&#8221;, onde serão discutidos a síndrome cardio-renal e o risco cardiovascular na doença renal crónica.</p>



<p id="p-rc_e9f3d38c4d81eee3-204">A tarde de sexta-feira será reservada à partilha de dados e à investigação cooperativa. Além da apresentação de estudos multicêntricos da SPNP, haverá um espaço dedicado à atualização dos grandes registos nacionais da sociedade: Registo das Biópsias Renais, Registo da Doença Renal Crónica e Registo do Tratamento Substitutivo da Função Renal.</p>



<p id="p-rc_e9f3d38c4d81eee3-208">O evento terminará com as sessões de apresentação de comunicações mini-orais e pósteres, seguidas do encerramento oficial. Para consultar o programa provisório detalhado, submeter trabalhos científicos ou efetuar a sua inscrição, clique <a href="https://its-comunicacao.pt/event/reuniao-anual-da-sociedade-portuguesa-de-nefrologia-pediatrica-4/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>. </p>
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		<title>Save the Date: Reunião Anual da Sociedade Portuguesa de Nefrologia Pediátrica ruma a Lisboa em outubro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 11:59:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Nova Medical School, em Lisboa, vai acolher a Reunião Anual da Sociedade Portuguesa de Nefrologia Pediátrica (SPNP) nos dias 29 e 30 de outubro. O encontro científico assume-se como o espaço de eleição para a discussão de avanços clínicos, partilha de investigação e atualização formativa transversal a várias gerações de especialistas dedicados à saúde [&#8230;]</p>
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<p>A Nova Medical School, em Lisboa, vai acolher a Reunião Anual da Sociedade Portuguesa de Nefrologia Pediátrica (SPNP) nos dias 29 e 30 de outubro. O encontro científico assume-se como o espaço de eleição para a discussão de avanços clínicos, partilha de investigação e atualização formativa transversal a várias gerações de especialistas dedicados à saúde renal infantil. As inscrições são feitas <em>online</em>.</p>



<p>O programa provisório do evento reflete o dinamismo da especialidade e o compromisso com a inovação terapêutica, dividindo-se em várias mesas-redondas, simpósios e conferências plenárias. Entre as principais áreas em destaque contam-se: Imuno-Nefrologia, hipertensão e doença cardiovascular, litíase, avanços e <em>guidelines</em>.</p>



<p>O evento abrirá ainda espaço à discussão de temas práticos na comunidade, controvérsias em infeções do trato urinário e novas fronteiras no diagnóstico da lesão renal aguda pediátrica.</p>



<p id="p-rc_4b94362c156bd66a-45">Paralelamente às sessões de debate, a reunião contará com a apresentação dos mais recentes dados dos Registos Nacionais da SPNP, nomeadamente sobre biópsias renais, doença renal crónica e tratamento substitutivo da função renal.</p>



<p id="p-rc_4b94362c156bd66a-46">A produção científica nacional terá um palco privilegiado através das sessões de comunicações orais, mini-orais e pósteres. Como é tradição neste encontro, o reconhecimento do mérito científico e do trabalho desenvolvido pelos profissionais de saúde ao longo do ano culminará com a habitual entrega de prémios durante o jantar oficial do evento.</p>



<p>Saiba mais <a href="https://its-comunicacao.pt/event/reuniao-anual-da-sociedade-portuguesa-de-nefrologia-pediatrica-4/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>. </p>
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		<title>Prémio de investigação em doença renal atribui 10 mil euros ao melhor trabalho</title>
		<link>https://mynefrologia.pt/atualidade/premio-de-investigacao-em-doenca-renal-atribui-10-mil-euros-ao-melhor-trabalho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 14:48:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Prémio de Investigação ANADIAL regressa para a sua quinta edição, com candidaturas abertas até 30 de setembro de 2026. Promovido pela Associação Portuguesa de Centros de Diálise (ANADIAL) e atribuído anualmente, visa incentivar a realização de estudos clínicos e avaliações epidemiológicas na área da Insuficiência Renal Crónica (IRC), com particular relevância no âmbito da [&#8230;]</p>
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<p>O Prémio de Investigação ANADIAL regressa para a sua quinta edição, com candidaturas abertas até 30 de setembro de 2026. Promovido pela Associação Portuguesa de Centros de Diálise (ANADIAL) e atribuído anualmente, visa incentivar a realização de estudos clínicos e avaliações epidemiológicas na área da Insuficiência Renal Crónica (IRC), com particular relevância no âmbito da prevenção e da melhoria de cuidados da Doença Renal Crónica (DRC).</p>



<p>“Este é o maior prémio nacional na área da Nefrologia e tem como objetivo estimular a produção de conhecimento científico sobre a DRC em Portugal, uma doença com elevada incidência e prevalência, sobretudo em fases avançadas, e que ainda carece de estudos clínicos e epidemiológicos relevantes”, afirma Paulo Dinis, presidente da ANADIAL.</p>



<p>Os trabalhos candidatos ao Prémio ANADIAL podem ser análises interinas de estudos epidemiológicos em curso, desde que estas análises estivessem previstas no desenho do estudo e os resultados sejam relevantes, bem como trabalhos já terminados ou projetos de investigação em fase de arranque.</p>



<p>O projeto vencedor, avaliado por um júri composto por quatro elementos, receberá um prémio no valor de 10 mil euros.</p>



<p>Para mais informações, consulte o regulamento disponível em <a href="http://www.anadial.pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">www.anadial.pt</a>.</p>
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		<title>Estudo nacional quer colmatar &#8220;lacuna histórica&#8221; na informação sobre a doença renal crónica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 10:50:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Portugal está a realizar, pela primeira vez, um estudo nacional de prevalência da doença real crónica (DRC). Este projeto da Boehringer Ingelheim e que conta com o apoio científico da Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN) e o apoio institucional da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR), pretende apurar quantas pessoas vivem com DRC no país, onde [&#8230;]</p>
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<p>Portugal está a realizar, pela primeira vez, um estudo nacional de prevalência da doença real crónica (DRC). Este projeto da Boehringer Ingelheim e que conta com o apoio científico da Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN) e o apoio institucional da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR), pretende apurar quantas pessoas vivem com DRC no país, onde estão e quais as suas principais características clínicas e sociodemográficas. A divulgação dos resultados está prevista para o final de 2026.</p>



<p>Apesar de se estimar que a DRC afete até 10% da população adulta, Portugal não dispõe atualmente de dados nacionais recentes e abrangentes que permitam conhecer a real dimensão do problema. Esta falta de informação dificulta o planeamento de estratégias eficazes de prevenção, diagnóstico precoce e resposta em saúde.</p>



<p>O estudo, agora em curso, irá incluir cerca de 3 000 participantes, selecionados de forma aleatória e representativa em todo o território continental, Açores e Madeira.  O objetivo é identificar tanto casos já diagnosticados, como também pessoas que vivem com DRC sem o saber.</p>



<p>Edgar Almeida, presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia, refere que “este estudo representa um marco para a nefrologia em Portugal. Pela primeira vez, teremos dados robustos e representativos sobre a prevalência real da doença renal crónica, essenciais para melhorar o diagnóstico precoce e orientar políticas de saúde mais eficazes.”</p>



<p>Por sua vez, Paulo Urbano, presidente da APIR afirma que “para quem vive com doença renal, informação significa melhores cuidados e mais qualidade de vida. Este projeto dá visibilidade a uma condição muitas vezes silenciosa e permite que o país conheça, finalmente, a verdadeira dimensão do problema.”</p>



<p>&nbsp;Para a execução do estudo, a Boehringer Ingelheim escolheu a IQVIA, empresa global de referência na realização de estudos epidemiológicos e de investigação em saúde. O convite à participação é feito porta a porta por equipas qualificadas. A participação é simples e voluntária, envolvendo um questionário de caracterização e uma avaliação simples da função renal, realizada através de análises ao sangue e à urina.</p>



<p>Este estudo de prevalência integra-se no Projeto HÉRCULES, uma iniciativa mais ampla de geração de evidência de mundo real promovida pela Boehringer Ingelheim, dedicada às doenças cardiorrenais e metabólicas.</p>



<p>Os dados recolhidos permitirão compreender a prevalência real da DRC em Portugal, identificar fatores de risco e perceber de que forma a doença se relaciona com outras condições frequentes, como doenças cardiovasculares e metabólicas. A ambição é criar uma base científica sólida que apoie decisões futuras em saúde pública, com impacto na prevenção e no diagnóstico precoce.</p>



<p>“A doença renal crónica é uma condição silenciosa, raramente sintomática nas fases iniciais e, por isso, é frequentemente diagnosticada tardiamente, mesmo nas pessoas de risco”, afirma Noélia Lopez, diretora médica da Boehringer Ingelheim Portugal. “Queremos saber quantos são, onde estão e conhecer as suas características clínicas e sociodemográficas, colmatando a lacuna de conhecimento que existe nesta área.”</p>



<p>Os resultados do estudo de prevalência estão previstos para o final de 2026 e serão divulgados junto da comunidade científica, decisores, profissionais de saúde e sociedade em geral.</p>



<p>Com o Projeto HÉRCULES, a Boehringer Ingelheim reforça o seu compromisso com a geração de conhecimento científico independente, com o objetivo de contribuir para uma melhor compreensão da saúde renal em Portugal e apoiar, a médio e longo prazo, estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e melhoria da resposta do sistema de saúde.</p>



<p>Para mais informação sobre este estudo, consultar <a href="https://www.boehringer-ingelheim.com/pt/sobre-nos/projecto-hercules" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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