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	<title>Atualidade Archives - My Nefrologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica e outros profissionais de saúde dedicados à Nefrologia</description>
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	<title>Atualidade Archives - My Nefrologia</title>
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	<item>
		<title>Estudo nacional sobre doença renal crónica está a contactar residentes da Área Metropolitana de Lisboa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 14:43:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com o objetivo de compreender quantas pessoas vivem com doença renal crónica (DRC) em Portugal, onde se encontram e quais são as suas principais características clínicas e sociodemográficas, o estudo de prevalência nacional integrado no Projeto HÉRCULES está a decorrer em várias regiões do país. As equipas encontram-se a contactar residentes em Algueirão-Mem Martins, Pontinha, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Com o objetivo de compreender quantas pessoas vivem com doença renal crónica (DRC) em Portugal, onde se encontram e quais são as suas principais características clínicas e sociodemográficas, o estudo de prevalência nacional integrado no Projeto HÉRCULES está a decorrer em várias regiões do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As equipas encontram-se a contactar residentes em Algueirão-Mem Martins, Pontinha, Lisboa (nas zonas da Estrela, Campo de Ourique, Carnide, Telheiras e Lumiar), Oeiras e Almada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos próximos dias, equipas qualificadas de uma empresa global de referência na realização de estudos epidemiológicos, a IQVIA, estarão a percorrer estas cidades porta a porta, convidando residentes adultos a participar. A seleção é aleatória, pelo que qualquer pessoa poderá ser contactada. A participação é voluntária e simples, e decorre em três etapas: um questionário no domicílio, que consiste numa breve conversa sobre saúde geral, hábitos de vida, fatores de risco conhecidos e antecedentes médicos; a visita a um laboratório, agendada após o questionário, que inclui a realização de análises simples e avaliação de peso, altura e cintura, e a eventual confirmação dos resultados das análises, que, caso haja resultados alterados na primeira avaliação, requer repetição dos testes ao fim de pelo menos três meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de se estimar que a DRC afete até 10% da população adulta, Portugal não dispõe de dados nacionais recentes e abrangentes sobre a real dimensão do problema. Esta lacuna dificulta o planeamento de estratégias eficazes de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo, com apoio da Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN) e da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR), visa colmatar esta falta de informação e irá incluir cerca de 3.000 participantes, representativa em todo o território continental, Açores e Madeira, para identificar corretamente casos já diagnosticados e as pessoas que possam estar a viver com a doença sem o saber.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo, que está a decorrer durante a semana de 20 de julho,  pode fazer a diferença para uma melhor compreensão e resposta a uma das doenças crónicas mais prevalentes e menos conhecidas em Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para mais informações sobre este estudo, consulte<a href="https://www.boehringer-ingelheim.com/pt/sobre-nos/projecto-hercules" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> aqui</a>.</p>
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		<title>Hemodiálise: estudo alerta para desfasamento entre preço e custos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:34:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A atualização do estudo “Preço Compreensivo da Hemodiálise em Portugal”, realizado a pedido da Associação Nacional de Centros de Diálise (ANADIAL), confirma um desfasamento financeiro significativo entre o preço dos tratamentos de hemodiálise atuais e os custos para as clínicas que os realizam, sugerindo que o preço atualmente pago por sessão não acompanha a inflação [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A atualização do estudo “Preço Compreensivo da Hemodiálise em Portugal”, realizado a pedido da Associação Nacional de Centros de Diálise (ANADIAL), confirma um desfasamento financeiro significativo entre o preço dos tratamentos de hemodiálise atuais e os custos para as clínicas que os realizam, sugerindo que o preço atualmente pago por sessão não acompanha a inflação real dos custos. A análise feita confirma que o preço compreensivo não tem acompanhado a evolução dos custos operacionais,&nbsp; com um aumento significativo destes últimos, o que se traduz numa pressão acrescida sobre a sustentabilidade económica dos prestadores. E conclui ser essencial adotar um mecanismo de atualização regular desse preço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório revela que a redução administrativa implementada em 2012, que consistiu numa descida e imposição de novos limites máximos para o preço compreensivo pago pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) aos centros de diálise, teve um impacto profundo nestas contas, originando um diferencial significativo no financiamento da hemodiálise em Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O impacto negativo desta decisão política do passado sobre o nível atual de financiamento torna-se particularmente evidente quando se comparam os dois cenários de estimativas do preço compreensivo projetado para 2025: com a redução administrativa de 2012, o preço compreensivo estimado fixa-se em aproximadamente 654€ por sessão em 2025; sem a redução administrativa de 2012, atingiria cerca de 779€ por sessão. Este foi um corte da <em>troika</em> nunca revertido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diferença entre estes dois cenários demonstra que a redução de 2012 agravou o desfasamento entre a evolução dos custos operacionais das clínicas e o preço efetivamente praticado e financiado, com a persistência deste diferencial ao longo do tempo a traduzir-se numa pressão acrescida sobre o equilíbrio económico-financeiro e a sustentabilidade dos prestadores destes cuidados de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São vários os fatores responsáveis por impulsionar o crescimento dos custos da hemodiálise em Portugal, com particular incidência a partir de 2022, a começar pelo aumento das remunerações no setor da saúde, com os gastos com pessoal a representarem a maior fatia da estrutura de custos operacionais de uma clínica médica de hemodiálise, pesando cerca de 49%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O crescimento da despesa com medicação representa cerca de 6% da estrutura de custos e tem registado taxas de crescimento particularmente elevadas ao longo do tempo, ao qual se junta os preços das <em>utilities</em> (energia e água), que pesam 5% nos custos das clínicas e que têm apresentado um comportamento bastante volátil. Esta componente contribuiu de forma muito significativa para o aumento dos custos, sobretudo em 2022, refletindo o contexto inflacionista global associado aos preços da energia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além destes três determinantes principais, a inflação geral dos bens e serviços de saúde afeta as restantes categorias, nomeadamente os consumíveis (16%), os acessos vasculares (3%), os meios complementares de diagnóstico e terapêutica (2%) e outros custos (19%). E embora estas áreas apresentem uma trajetória de crescimento mais moderada quando comparadas com as remunerações ou a medicação, acompanham a tendência geral de subida, contribuindo para a pressão acrescida sobre o equilíbrio económico-financeiro dos prestadores destes cuidados de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fatores que, conclui o relatório, reforçam a necessidade de adoção de um mecanismo de atualização regular do preço compreensivo, considerado essencial para assegurar a coerência entre custos e financiamento, a sustentabilidade económica da prestação de cuidados de hemodiálise, bem como a manutenção da qualidade e da capacidade de resposta do sistema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As clínicas privadas asseguram atualmente mais&nbsp; de 91% dos tratamentos de hemodiálise em Portugal, mantendo o compromisso com os doentes apesar das dificuldades. No entanto, o desfasamento entre o preço compreensivo e os custos reais ameaça a sustentabilidade deste trabalho e, com ele, a resposta que milhares de portugueses recebem todos os dias”, alerta Paulo Dinis, Presidente da ANADIAL. “É essencial, por isso, aplicar um mecanismo de atualização regular do preço compreensivo”.</p>
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		<title>Encargos do Estado com hemodiálise subiram 3% para cerca de 271 milhões em 2025</title>
		<link>https://mynefrologia.pt/atualidade/encargos-do-estado-com-hemodialise-subiram-3-para-cerca-de-271-milhoes-em-2025/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 14:16:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os encargos do Estado com a diálise rondaram os 271 milhões de euros em 2025, mais 3% do que em 2024, mantendo-se como a área convencionada com maior peso na despesa pública, com 27% do total. De acordo com a monitorização da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) sobre o setor convencionado de hemodiálise, divulgada recentemente, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Os encargos do Estado com a diálise rondaram os 271 milhões de euros em 2025, mais 3% do que em 2024, mantendo-se como a área convencionada com maior peso na despesa pública, com 27% do total.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a monitorização da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) sobre o setor convencionado de hemodiálise, divulgada recentemente, o aumento dos encargos resultou da atualização do preço compreensivo por doente e por semana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Tal como nos dois anos anteriores, em 2025, a diálise manteve-se como a área de convenção com maior volume de encargos, representando 27% da despesa total do Estado com o setor convencionado, seguida pela área das análises clínicas, com 26,1%&#8221;, refere o relatório.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do aumento da despesa, o peso relativo da diálise na despesa com convenções diminuiu 0,8 pontos percentuais face a 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ERS refere ainda que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) assegurou 98,7% do financiamento dos tratamentos de hemodiálise, quer diretamente, através dos cuidados prestados nos hospitais públicos, quer indiretamente, por intermédio dos prestadores convencionados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No final de 2025, encontravam-se inscritos na Plataforma de Gestão Integrada da Doença (PGID) 12.836 utentes em tratamento de hemodiálise.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Destes, 1.115 (8,7%) realizavam os tratamentos em unidades hospitalares públicas, enquanto 11.719 (91,3%) eram tratados em 106 unidades dos setores privado e social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em dezembro de 2025 existiam 106 unidades prestadoras de cuidados de hemodiálise dos setores privado e social, o mesmo número registado no ano anterior, distribuídas por 16 operadores, mais um do que em 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As áreas metropolitanas do Porto e da Grande Lisboa continuaram a concentrar o maior número de unidades, enquanto o Alto Tâmega e Barroso permaneceu sem unidades não públicas, sendo o acesso aos cuidados assegurado pelo setor público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a ERS, a estrutura do mercado da hemodiálise em Portugal continental continua a apresentar elevados níveis de concentração, tanto a nível nacional como regional, encontrando-se dentro do intervalo que, de acordo com as orientações da Comissão Europeia, suscita preocupações concorrenciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nível regional, três das 24 NUTS III — Alentejo Litoral, Baixo Alentejo e Beira Baixa — registam um índice de concentração superior a 9.000 pontos, refletindo mercados muito concentrados e próximos de situações de monopólio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O regulador destaca ainda os casos do Baixo Alentejo e da Beira Baixa, onde predominam situações de monopólio ou duopólio dos dois maiores grupos empresariais, tendo o indicador de concentração agravado no Baixo Alentejo face a 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No conjunto do país, os dois maiores grupos empresariais detinham, no final de 2025, uma participação de mercado de 71,7%, menos 0,8 pontos percentuais do que no ano anterior, embora a quota do maior grupo tenha aumentado ligeiramente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que respeita ao acesso aos cuidados, o tempo médio de deslocação dos utentes até à unidade de diálise manteve-se nos 17 minutos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proporção de utentes que realizavam tratamento na unidade mais próxima da residência diminuiu de 69,9%, em 2024, para 64% em 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Face aos resultados da monitorização, a ERS afirma que continuará a acompanhar regularmente a prestação de cuidados de hemodiálise, em particular no que respeita ao financiamento, ao acesso e à concorrência.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: LUSA</p>
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		<item>
		<title>Estudo nacional demonstra elevada adesão à reciclagem entre doentes em diálise peritoneal</title>
		<link>https://mynefrologia.pt/atualidade/estudo-nacional-demonstra-elevada-adesao-a-reciclagem-entre-doentes-em-dialise-peritoneal/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 11:25:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo publicado no&#160;Journal of Nephrology&#160;analisou os comportamentos de sustentabilidade em doentes submetidos a diálise peritoneal (DP), demonstrando uma elevada adesão à reciclagem: 84,4% dos participantes referem separar resíduos, com destaque para o papel (83,3%) e o plástico (66,7%). A investigação, conduzida na Unidade Local de Saúde do Médio Tejo e na Unidade Local de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo publicado no&nbsp;<em>Journal of Nephrology</em>&nbsp;analisou os comportamentos de sustentabilidade em doentes submetidos a diálise peritoneal (DP), demonstrando uma elevada adesão à reciclagem: 84,4% dos participantes referem separar resíduos, com destaque para o papel (83,3%) e o plástico (66,7%). A investigação, conduzida na Unidade Local de Saúde do Médio Tejo e na Unidade Local de Saúde de Santo António, incluiu 90 doentes (idade média de 54,4 anos; 64,4% do sexo masculino), que responderam a um questionário de 17 tópicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cerca de 21,3% dos inquiridos reportaram ainda reciclar soluções de diálise e bolsas de drenagem, apesar de estes materiais serem classificados como resíduos hospitalares. Não foram encontradas associações estatisticamente significativas entre os hábitos de reciclagem e variáveis como idade, local de residência ou modalidade de DP (p&gt;0,05), sugerindo que estas práticas refletem sobretudo comportamentos domésticos previamente estabelecidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista logístico, a maioria dos doentes (85,6%) recebe os materiais mensalmente, sendo que 88,9% se mostra satisfeita com esta periodicidade. Alternativas de distribuição foram pouco valorizadas, evidenciando alguma resistência à mudança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relativamente à saúde digital, embora 84,4% prefira consultas presenciais, observa-se abertura a soluções digitais, particularmente entre os mais jovens, com diferenças estatisticamente significativas (p=0,005 e p=0,001).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores concluem que os doentes em diálise peritoneal demonstram um forte compromisso com práticas sustentáveis, especialmente na reciclagem, ainda que estas estejam enraizadas em hábitos prévios ao contexto clínico. Salientam, contudo, que os desafios ambientais associados à logística e transporte de materiais exigem respostas estruturais e sistémicas, que vão além de intervenções centradas no doente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo <a href="https://academic.oup.com/joneph/advance-article-abstract/doi/10.1093/joneph/aajag073/8718965?redirectedFrom=fulltext" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Transplante renal nos HUC: ultrapassada a marca dos 4 000 transplantes com apelo à responsabilidade</title>
		<link>https://mynefrologia.pt/atualidade/transplante-renal-nos-huc-ultrapassada-a-marca-dos-4-000-transplantes-com-apelo-a-responsabilidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 15:30:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) alcançaram a marca dos 4 000 transplantes renais no mês de junho, no âmbito do programa que teve início em 1982. O diretor do Serviço de Urologia e Transplantação Renal, Arnaldo Figueiredo, refere o simbolismo deste número, mas que é necessário sensibilizar a população para as vantagens de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) alcançaram a marca dos 4 000 transplantes renais no mês de junho, no âmbito do programa que teve início em 1982. O diretor do Serviço de Urologia e Transplantação Renal, <strong>Arnaldo Figueiredo</strong>, refere o simbolismo deste número, mas que é necessário sensibilizar a população para as vantagens de cuidar da saúde dos rins.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É o acumular de uma série de transplantação que se iniciou em 1982 e que tem vindo a demonstrar-se como uma mais-valia de grande importância para os doentes”, disse o diretor. No entanto, &#8220;melhor do que ser transplantado é não precisar de ser transplantado. A transplantação impõe um esforço coletivo de parceria, em que há múltiplas especialidades envolvidas”, indica, salientando a “necessidade de os doentes também se empenharem”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi o caso de José Alfredo Costa, de 70 anos. Este doente, o 4.000.º transplantado nos HUC – que, para realizar a cirurgia, teve de perder peso. Para este doente, que começou há três anos e meio a fazer diálise peritoneal e, em janeiro, hemodiálise, o transplante “não foi difícil” e “mudou muita coisa” na sua vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Unidade Local de Saúde de Coimbra (que integra os HUC) é Centro de Referência Nacional para transplante renal de adulto desde 2016 e, em Portugal, o Centro com “maior atividade de transplantação renal acumulada e a cada ano”, segundo Arnaldo Figueiredo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O recorde da nossa Unidade foram 178 transplantes num ano, há cerca de 10 anos. Temos mantido uma média à volta dos 130”, assinala.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Arnaldo Figueiredo apontou que “a doença renal crónica é quase uma inevitabilidade, atendendo a que o rim envelhece e há fatores que o agravam, alguns genéticos e outros comportamentais”, como desvios alimentares, hipertensão, tabagismo ou sedentarismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma vez chegados à doença renal crónica, e para se conseguir que o transplante tenha sucesso, o doente “tem que depois empenhar-se em criar as melhores condições para seu próprio benefício”, refere o especialista, salientando que há “uma responsabilização enorme”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A pessoa tem a obrigação, a responsabilidade, perante a sociedade e os outros que o não receberam em detrimento dele, de ter os cuidados adequados”, sublinha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Arnaldo Figueiredo, a média de espera para um transplante “anda nos quatro, cinco anos”, podendo variar em função de fatores como o grupo sanguíneo, o ajuste da idade entre o recetor e o dador e o tempo de diálise.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Há cerca de 13 mil doentes em diálise em Portugal, mas há cerca de dois mil doentes em lista de espera. Em Portugal, fazem-se cerca de 500, 600 transplantes por ano”, informa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Arnaldo Figueiredo refere ainda que a sobrevida de um órgão transplantado “ultrapassa os 10 anos”.</p>
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		<title>Prémio de investigação em doença renal atribui 10 mil euros ao melhor trabalho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 14:48:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Prémio de Investigação ANADIAL regressa para a sua quinta edição, com candidaturas abertas até 30 de setembro de 2026. Promovido pela Associação Portuguesa de Centros de Diálise (ANADIAL) e atribuído anualmente, visa incentivar a realização de estudos clínicos e avaliações epidemiológicas na área da Insuficiência Renal Crónica (IRC), com particular relevância no âmbito da [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Prémio de Investigação ANADIAL regressa para a sua quinta edição, com candidaturas abertas até 30 de setembro de 2026. Promovido pela Associação Portuguesa de Centros de Diálise (ANADIAL) e atribuído anualmente, visa incentivar a realização de estudos clínicos e avaliações epidemiológicas na área da Insuficiência Renal Crónica (IRC), com particular relevância no âmbito da prevenção e da melhoria de cuidados da Doença Renal Crónica (DRC).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Este é o maior prémio nacional na área da Nefrologia e tem como objetivo estimular a produção de conhecimento científico sobre a DRC em Portugal, uma doença com elevada incidência e prevalência, sobretudo em fases avançadas, e que ainda carece de estudos clínicos e epidemiológicos relevantes”, afirma Paulo Dinis, presidente da ANADIAL.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os trabalhos candidatos ao Prémio ANADIAL podem ser análises interinas de estudos epidemiológicos em curso, desde que estas análises estivessem previstas no desenho do estudo e os resultados sejam relevantes, bem como trabalhos já terminados ou projetos de investigação em fase de arranque.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto vencedor, avaliado por um júri composto por quatro elementos, receberá um prémio no valor de 10 mil euros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para mais informações, consulte o regulamento disponível em <a href="http://www.anadial.pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">www.anadial.pt</a>.</p>
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		<title>Estudo nacional quer colmatar &#8220;lacuna histórica&#8221; na informação sobre a doença renal crónica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 10:50:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Portugal está a realizar, pela primeira vez, um estudo nacional de prevalência da doença real crónica (DRC). Este projeto da Boehringer Ingelheim e que conta com o apoio científico da Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN) e o apoio institucional da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR), pretende apurar quantas pessoas vivem com DRC no país, onde [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Portugal está a realizar, pela primeira vez, um estudo nacional de prevalência da doença real crónica (DRC). Este projeto da Boehringer Ingelheim e que conta com o apoio científico da Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN) e o apoio institucional da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR), pretende apurar quantas pessoas vivem com DRC no país, onde estão e quais as suas principais características clínicas e sociodemográficas. A divulgação dos resultados está prevista para o final de 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de se estimar que a DRC afete até 10% da população adulta, Portugal não dispõe atualmente de dados nacionais recentes e abrangentes que permitam conhecer a real dimensão do problema. Esta falta de informação dificulta o planeamento de estratégias eficazes de prevenção, diagnóstico precoce e resposta em saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo, agora em curso, irá incluir cerca de 3 000 participantes, selecionados de forma aleatória e representativa em todo o território continental, Açores e Madeira.  O objetivo é identificar tanto casos já diagnosticados, como também pessoas que vivem com DRC sem o saber.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Edgar Almeida, presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia, refere que “este estudo representa um marco para a nefrologia em Portugal. Pela primeira vez, teremos dados robustos e representativos sobre a prevalência real da doença renal crónica, essenciais para melhorar o diagnóstico precoce e orientar políticas de saúde mais eficazes.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por sua vez, Paulo Urbano, presidente da APIR afirma que “para quem vive com doença renal, informação significa melhores cuidados e mais qualidade de vida. Este projeto dá visibilidade a uma condição muitas vezes silenciosa e permite que o país conheça, finalmente, a verdadeira dimensão do problema.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Para a execução do estudo, a Boehringer Ingelheim escolheu a IQVIA, empresa global de referência na realização de estudos epidemiológicos e de investigação em saúde. O convite à participação é feito porta a porta por equipas qualificadas. A participação é simples e voluntária, envolvendo um questionário de caracterização e uma avaliação simples da função renal, realizada através de análises ao sangue e à urina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo de prevalência integra-se no Projeto HÉRCULES, uma iniciativa mais ampla de geração de evidência de mundo real promovida pela Boehringer Ingelheim, dedicada às doenças cardiorrenais e metabólicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados recolhidos permitirão compreender a prevalência real da DRC em Portugal, identificar fatores de risco e perceber de que forma a doença se relaciona com outras condições frequentes, como doenças cardiovasculares e metabólicas. A ambição é criar uma base científica sólida que apoie decisões futuras em saúde pública, com impacto na prevenção e no diagnóstico precoce.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A doença renal crónica é uma condição silenciosa, raramente sintomática nas fases iniciais e, por isso, é frequentemente diagnosticada tardiamente, mesmo nas pessoas de risco”, afirma Noélia Lopez, diretora médica da Boehringer Ingelheim Portugal. “Queremos saber quantos são, onde estão e conhecer as suas características clínicas e sociodemográficas, colmatando a lacuna de conhecimento que existe nesta área.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados do estudo de prevalência estão previstos para o final de 2026 e serão divulgados junto da comunidade científica, decisores, profissionais de saúde e sociedade em geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o Projeto HÉRCULES, a Boehringer Ingelheim reforça o seu compromisso com a geração de conhecimento científico independente, com o objetivo de contribuir para uma melhor compreensão da saúde renal em Portugal e apoiar, a médio e longo prazo, estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e melhoria da resposta do sistema de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para mais informação sobre este estudo, consultar <a href="https://www.boehringer-ingelheim.com/pt/sobre-nos/projecto-hercules" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>FMUP lança curso de Nutrição Clínica para Médicos Hospitalares com inscrições abertas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 14:27:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) está com candidaturas abertas para o curso de formação contínua em Nutrição Clínica para Médicos Hospitalares. Esta especialização foi desenhada especificamente para responder aos desafios nutricionais complexos que os profissionais de saúde enfrentam diariamente no contexto hospitalar. O programa visa capacitar os médicos na avaliação do [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) está com candidaturas abertas para o curso de formação contínua em Nutrição Clínica para Médicos Hospitalares. Esta especialização foi desenhada especificamente para responder aos desafios nutricionais complexos que os profissionais de saúde enfrentam diariamente no contexto hospitalar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa visa capacitar os médicos na avaliação do estado nutricional, na prescrição e monitorização de suporte nutricional, bem como na integração eficaz da intervenção nutricional nos planos terapêuticos globais dos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A formação é dirigida exclusivamente a licenciados ou detentores de Mestrado Integrado em Medicina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de uma oportunidade crucial para médicos de diversas especialidades hospitalares que pretendam atualizar os seus conhecimentos, otimizar a abordagem terapêutica de doentes complexos e, consequentemente, melhorar a qualidade dos cuidados prestados nas suas respetivas unidades de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contactos para suporte e informações adicionais&nbsp;<a href="https://fmuponline.med.up.pt/index.php/cursos/tipologias/unidades-de-formacao-continua/17-nutricao-clinica-para-medicos-hospitalares">aqui</a>.</p>
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		<title>Hospital de Santo António apoia primeiro transplante renal em Cabo Verde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sofia Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 14:26:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Hospital de Santo António (Unidade Local de Saúde de Santo António – ULSSA) teve um papel determinante na realização do primeiro transplante renal em Cabo Verde, na cidade da Praia. Este marco representa um avanço para o sistema de saúde cabo-verdiano e evidencia o impacto da cooperação internacional. O procedimento resultou de vários meses [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Hospital de Santo António (Unidade Local de Saúde de Santo António – ULSSA) teve um papel determinante na realização do primeiro transplante renal em Cabo Verde, na cidade da Praia. Este marco representa um avanço para o sistema de saúde cabo-verdiano e evidencia o impacto da cooperação internacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O procedimento resultou de vários meses de preparação, liderados por uma equipa multidisciplinar portuguesa em estreita articulação com profissionais locais, permitindo criar as condições necessárias para a transplantação. Entre as intervenções estruturais destacam-se a implementação do estudo do dador, a introdução de angio-TAC, a disponibilização de terapêutica imunossupressora e o reforço das valências laboratoriais e do bloco operatório.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A equipa, coordenada no terreno no âmbito de um projeto idealizado pelo cirurgião vascular Norton de Matos, integrou especialistas com experiência consolidada em transplantação renal, assegurando não só a realização do procedimento, mas também a capacitação dos profissionais do Hospital Universitário Agostinho Neto. Segundo La Salete Martins, nefrologista da unidade, a evolução clínica tem sido favorável, com função imediata do enxerto e recuperação rápida da dadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este resultado reforça o posicionamento do Hospital de Santo António como centro de referência na área da transplantação e marca o início de uma nova etapa em Cabo Verde, criando bases para o desenvolvimento de um programa nacional de transplante renal, com impacto direto no acesso e qualidade dos cuidados prestados aos doentes.</p>
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		<title>Especialistas europeus alertam para o aumento de casos de insuficiência renal </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 10:47:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um grupo internacional de especialistas lançou um alerta sobre o futuro da Saúde Pública na Europa dado que as doenças renais estão a crescer rapidamente e poderão tornar-se uma das principais causas de morte nas próximas décadas. De acordo com um estudo publicado na revista científica Nephrology Dialysis Transplantation, a doença renal crónica poderá atingir [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Um grupo internacional de especialistas lançou um alerta sobre o futuro da Saúde Pública na Europa dado que as doenças renais estão a crescer rapidamente e poderão tornar-se uma das principais causas de morte nas próximas décadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com um estudo publicado na revista científica <em>Nephrology Dialysis Transplantation</em>, a doença renal crónica poderá atingir o estatuto de terceira principal causa de morte mundial até 2050, colocando uma pressão sem precedentes nos sistemas de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores sublinham que, apesar desta tendência alarmante, a inovação terapêutica na área da Nefrologia continua limitada. Atualmente, não existem tratamentos aprovados eficazes para lesão renal aguda, nem medicamentos que tenham demonstrado aumentar a sobrevivência de doentes em diálise.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo destaca que os ensaios clínicos randomizados, essenciais para desenvolver novos tratamentos, enfrentam desafios significativos nesta área. Entre os principais obstáculos estão: elevada complexidade dos doentes (com múltiplas doenças associadas), dificuldade em recrutar participantes, taxas elevadas de desistência e pequena dimensão de populações com doenças raras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estes problemas juntam-se barreiras específicas da Europa, como a implementação fragmentada da regulamentação dos ensaios clínicos e exigências burocráticas consideradas excessivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Face a este cenário, os autores defendem uma reforma urgente do sistema europeu de investigação clínica. Um conjunto de organizações, incluindo a <em>European Renal Association</em>, propõe medidas como a simplificação dos processos de segurança, harmonização regulatória entre países e maior foco no doente, nomeadamente no consentimento informado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estas mudanças são vistas como essenciais para acelerar o desenvolvimento de tratamentos eficazes e seguros. Sem intervenção, os especialistas alertam para um aumento exponencial de casos de insuficiência renal, capaz de sobrecarregar os sistemas nacionais de saúde, tanto em termos económicos como de recursos humanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o artigo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41578941/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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