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	<title>Joana Graça, Author at My Nefrologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica e outros profissionais de saúde dedicados à Nefrologia</description>
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	<title>Joana Graça, Author at My Nefrologia</title>
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		<title>Estudo nacional demonstra elevada adesão à reciclagem entre doentes em diálise peritoneal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 11:25:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo publicado no&#160;Journal of Nephrology&#160;analisou os comportamentos de sustentabilidade em doentes submetidos a diálise peritoneal (DP), demonstrando uma elevada adesão à reciclagem: 84,4% dos participantes referem separar resíduos, com destaque para o papel (83,3%) e o plástico (66,7%). A investigação, conduzida na Unidade Local de Saúde do Médio Tejo e na Unidade Local de [&#8230;]</p>
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<p>Um estudo publicado no&nbsp;<em>Journal of Nephrology</em>&nbsp;analisou os comportamentos de sustentabilidade em doentes submetidos a diálise peritoneal (DP), demonstrando uma elevada adesão à reciclagem: 84,4% dos participantes referem separar resíduos, com destaque para o papel (83,3%) e o plástico (66,7%). A investigação, conduzida na Unidade Local de Saúde do Médio Tejo e na Unidade Local de Saúde de Santo António, incluiu 90 doentes (idade média de 54,4 anos; 64,4% do sexo masculino), que responderam a um questionário de 17 tópicos.</p>



<p>Cerca de 21,3% dos inquiridos reportaram ainda reciclar soluções de diálise e bolsas de drenagem, apesar de estes materiais serem classificados como resíduos hospitalares. Não foram encontradas associações estatisticamente significativas entre os hábitos de reciclagem e variáveis como idade, local de residência ou modalidade de DP (p&gt;0,05), sugerindo que estas práticas refletem sobretudo comportamentos domésticos previamente estabelecidos.</p>



<p>Do ponto de vista logístico, a maioria dos doentes (85,6%) recebe os materiais mensalmente, sendo que 88,9% se mostra satisfeita com esta periodicidade. Alternativas de distribuição foram pouco valorizadas, evidenciando alguma resistência à mudança.</p>



<p>Relativamente à saúde digital, embora 84,4% prefira consultas presenciais, observa-se abertura a soluções digitais, particularmente entre os mais jovens, com diferenças estatisticamente significativas (p=0,005 e p=0,001).</p>



<p>Os autores concluem que os doentes em diálise peritoneal demonstram um forte compromisso com práticas sustentáveis, especialmente na reciclagem, ainda que estas estejam enraizadas em hábitos prévios ao contexto clínico. Salientam, contudo, que os desafios ambientais associados à logística e transporte de materiais exigem respostas estruturais e sistémicas, que vão além de intervenções centradas no doente.</p>



<p>Leia o estudo <a href="https://academic.oup.com/joneph/advance-article-abstract/doi/10.1093/joneph/aajag073/8718965?redirectedFrom=fulltext" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Inquérito Nacional de Saúde: &#8220;Salvar os rins dos portugueses exige proatividade na prevenção e diagnóstico precoce&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 09:15:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A recente divulgação dos resultados do Inquérito Nacional de Saúde pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) fez acender sinais de alarme na comunidade médica, com particular impacto na Nefrologia nacional. Indicadores como os 25,6% de hipertensos na população e os 57,1% de adultos com excesso de peso ou obesidade desenham um cenário crítico para o [&#8230;]</p>
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<p>A recente divulgação dos resultados do Inquérito Nacional de Saúde pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) fez acender sinais de alarme na comunidade médica, com particular impacto na Nefrologia nacional. Indicadores como os 25,6% de hipertensos na população e os 57,1% de adultos com excesso de peso ou obesidade desenham um cenário crítico para o futuro da Saúde Pública. Em entrevista, <strong>Ana Farinha</strong>, membro da Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN), interpreta estes dados e traduz o impacto direto e severo que os estilos de vida e as patologias crónicas exercem sobre os rins. A especialista deixa avisos sobre os perigos ocultos da automedicação com anti-inflamatórios para as dores lombares e defende, em nome da Sociedade, a implementação de três estratégias nacionais para travar a progressão silenciosa da insuficiência renal em Portugal. </p>



<p><strong>News Farma (NF) I O Inquérito Nacional de Saúde revela que um em cada quatro portugueses sofre de hipertensão arterial. Sabendo que a pressão alta é, em simultâneo, uma das principais causas e consequências da doença renal crónica, este indicador funciona como um aviso de que estamos perante uma &#8220;epidemia&#8221; silenciosa de insuficiência renal nas próximas décadas?</strong></p>



<p><strong>Ana Farinha (AF) I</strong> Estes dados do INE são um sinal de alarme que não podemos ignorar. A relação entre a hipertensão arterial (HTA) e a doença renal crónica (DRC) é um ciclo vicioso: a HTA lesa progressivamente o património microvascular comprometendo a função renal; por sua vez, a perda de função renal ou a própria doença renal podem ser a causa da própria hipertensão. Portanto sempre que há HTA, há que investigar a função renal.</p>



<p>Como a DRC é assintomática nas fases iniciais, diagnosticar HTA num em cada quatro portugueses significa que temos uma enorme percentagem da população em risco real de falência renal nas próximas décadas. Se não agirmos hoje na prevenção e no controlo rigoroso da pressão arterial, assistiremos a um aumento insustentável de doentes a necessitar de diálise ou transplante. É, efetivamente, uma epidemia silenciosa em marcha.</p>



<p><strong>NF I Os dados mostram ainda que 57,1% da população adulta em Portugal vive com pré-obesidade ou obesidade. Além de ser o principal trampolim para a diabetes tipo 2 — a causa número um de doentes em diálise —, de que forma é que o excesso de peso, por si só, agride o rim e o obriga a um esforço acrescido?</strong></p>



<p><strong>AF I</strong> A obesidade e a pré-obesidade não são apenas &#8220;trampolins&#8221; para a diabetes; elas agridem o rim de forma direta e mecânica através de um fenómeno chamado hiperfiltração glomerular. Para responder às exigências metabólicas de um corpo com excesso de peso, os rins são obrigados a trabalhar em &#8220;sobre-esforço&#8221;, filtrando um volume de sangue muito superior ao normal. Este estado de hiperfiltração leva a glomerulosclerose e à consequente perda de nefrónios. Além disso, o tecido adiposo disfuncional liberta mediadores inflamatórios que causam <em>stress </em>oxidativo e lesão direta nas microvasculatura renal. O excesso de peso fustiga o rim, mesmo na ausência de diabetes ou hipertensão, o que se pode traduzir, desde logo, em marcadores como a microalbuminúria.</p>



<p><strong>NF I As dores lombares surgem neste inquérito como a doença crónica mais prevalente em Portugal, afetando quase um terço da população. Enquanto nefrologista, preocupa o facto de haver milhões de portugueses a gerir a dor lombar através da automedicação diária com anti-inflamatórios? Que perigos correm os rins com este hábito?</strong></p>



<p><strong>AF I </strong>A dor lombar é um dos mitos associados à Nefrologia: muitas vezes atribui-se à doença renal quando, na realidade, traduz, sim, um problema osteomuscular. Por outro lado, representa uma das maiores preocupações da comunidade nefrológica, porque se associa ao consumo crónico e indiscriminado de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) — muitas vezes feito por automedicação.</p>



<p>Os AINEs atuam bloqueando substâncias (prostaglandinas) que ajudam a manter a circulação sanguínea adequada dentro do rim. Ao tomar estes fármacos diariamente, o doente provoca episódios repetidos de isquemia (falta de sangue e oxigénio) no tecido renal. Isto pode resultar numa insuficiência renal aguda ou, a longo prazo, precipitar uma nefropatia por analgésicos — uma forma irreversível de doença renal crónica. É urgente educar a população: a dor crónica deve ser gerida com orientação médica e nunca à custa da saúde dos rins.</p>



<p><strong>NF I O relatório traça também um cenário cinzento nos estilos de vida: mais de metade dos portugueses não pratica exercício e a maioria não consome legumes diariamente. De que forma o sedentarismo e os erros alimentares (nomeadamente o consumo excessivo de sal) aceleram o envelhecimento precoce dos rins?</strong></p>



<p><strong>AF I </strong>Os rins sofrem um processo natural de envelhecimento, mas o sedentarismo e os erros alimentares funcionam como aceleradores deste relógio biológico. O consumo excessivo de sal é um dos principais vilões: além de agravar a hipertensão arterial, provoca retenção de água e sobrecarga endotelial, lesando a microcirculação renal.</p>



<p>Por outro lado, o sedentarismo favorece a rigidez arterial e a acumulação de gordura visceral. Quando combinamos a falta de atividade física com uma dieta pobre em hortícolas (e, logo, pobre em potássio, que ajuda a contrabalançar o efeito do sódio), criamos um ambiente de inflamação crónica e <em>stress </em>vascular. O resultado é o envelhecimento precoce do rim, que perde a sua capacidade de reserva funcional muito antes do esperado.</p>



<p><strong>NF I Muitas vezes, quando o doente descobre um problema, já está em fases avançadas de falência. Perante este diagnóstico da saúde dos portugueses feito pelo INE, que estratégias urgentes defende para que o rastreio da função renal seja priorizado em Portugal?</strong></p>



<p><strong>AF I</strong> O diagnóstico tardio é o nosso maior inimigo, mas a solução é simples e de baixo custo. Para inverter este cenário traçado pelo INE, a SPN defende três estratégias urgentes:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Rastreio sistemático nos Cuidados de Saúde Primários:</strong> Implementar a obrigatoriedade da avaliação da função renal (através do cálculo da taxa de filtração glomerular pela creatinina no sangue) e da pesquisa de proteínas na urina (rácio albumina/creatinina) em todos os doentes de risco — hipertensos, diabéticos, obesos, doentes com doenças renais familiares, infeciosas crónicas, auto-imunes ou urológicas e pessoas com mais de 60 anos;</li>



<li><strong>Integração de alertas informáticos:</strong> Criar automatismos nos sistemas de prescrição médica que alertem o médico de família quando um doente apresenta critérios de risco ou declínio da função renal;</li>



<li><strong>Literacia em saúde:</strong> Desenvolver campanhas nacionais que ensinem os portugueses a exigir a avaliação dos seus &#8220;números do rim&#8221;, da mesma forma que já fazem com o colesterol ou a glicémia. Salvar os rins dos portugueses exige proatividade na prevenção e diagnóstico precoce.</li>
</ul>
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		<title>Braga recebe a próxima edição do Encontro Renal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 15:40:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A comunidade nefrológica nacional já tem encontro marcado para o outono. O Encontro Renal, que é simultaneamente o XL Congresso Português de Nefrologia, vai decorrer entre os dias 8 e 10 de outubro, no Fórum Braga. Consolidado como um dos principais momentos de reunião científica da especialidade em Portugal, o evento promete dias de intensa [&#8230;]</p>
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<p>A comunidade nefrológica nacional já tem encontro marcado para o outono. O Encontro Renal, que é simultaneamente o XL Congresso Português de Nefrologia, vai decorrer entre os dias 8 e 10 de outubro, no Fórum Braga. Consolidado como um dos principais momentos de reunião científica da especialidade em Portugal, o evento promete dias de intensa atividade focados numa abordagem abrangente, atual e multidisciplinar à doença renal, assumindo-se como um espaço obrigatório de formação contínua, debate e <em>networking </em>para os profissionais de saúde. Saiba como aceder ao formulário de inscrição. </p>



<p>Embora o programa científico detalhado ainda não tenha sido revelado, a expectativa para o XL Congresso Português de Nefrologia mantém-se elevada. O evento vai reunir os especialistas de maior referência nas diversas áreas da Nefrologia para promover a partilha de conhecimento e a discussão de casos clínicos, trazendo para cima da mesa os mais recentes avanços no diagnóstico, tratamento e acompanhamento do doente renal.</p>



<p>A estrutura do evento foi desenhada para potenciar a interatividade e a atualização de competências. Ao longo dos quatro dias, os participantes vão poder contar com um alinhamento dinâmico composto por sessões plenárias e mesas-redondas; cursos práticos e workshops; comunicações orais e pósteres científicos.</p>



<p>O congresso é explicitamente dirigido não só a médicos nefrologistas e internos da especialidade, mas também a enfermeiros, investigadores e todos os profissionais de saúde diretamente envolvidos na linha de cuidados ao doente renal. Aceda ao formulário de inscrição <a href="https://spnefro.pt/noticias/xl-congresso-portugues-de-nefrologia" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>. </p>
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		<title>Transplante renal nos HUC: ultrapassada a marca dos 4 000 transplantes com apelo à responsabilidade</title>
		<link>https://mynefrologia.pt/atualidade/transplante-renal-nos-huc-ultrapassada-a-marca-dos-4-000-transplantes-com-apelo-a-responsabilidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 15:30:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) alcançaram a marca dos 4 000 transplantes renais no mês de junho, no âmbito do programa que teve início em 1982. O diretor do Serviço de Urologia e Transplantação Renal, Arnaldo Figueiredo, refere o simbolismo deste número, mas que é necessário sensibilizar a população para as vantagens de [&#8230;]</p>
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<p>Os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) alcançaram a marca dos 4 000 transplantes renais no mês de junho, no âmbito do programa que teve início em 1982. O diretor do Serviço de Urologia e Transplantação Renal, <strong>Arnaldo Figueiredo</strong>, refere o simbolismo deste número, mas que é necessário sensibilizar a população para as vantagens de cuidar da saúde dos rins.</p>



<p>“É o acumular de uma série de transplantação que se iniciou em 1982 e que tem vindo a demonstrar-se como uma mais-valia de grande importância para os doentes”, disse o diretor. No entanto, &#8220;melhor do que ser transplantado é não precisar de ser transplantado. A transplantação impõe um esforço coletivo de parceria, em que há múltiplas especialidades envolvidas”, indica, salientando a “necessidade de os doentes também se empenharem”.</p>



<p>Foi o caso de José Alfredo Costa, de 70 anos. Este doente, o 4.000.º transplantado nos HUC – que, para realizar a cirurgia, teve de perder peso. Para este doente, que começou há três anos e meio a fazer diálise peritoneal e, em janeiro, hemodiálise, o transplante “não foi difícil” e “mudou muita coisa” na sua vida.</p>



<p>A Unidade Local de Saúde de Coimbra (que integra os HUC) é Centro de Referência Nacional para transplante renal de adulto desde 2016 e, em Portugal, o Centro com “maior atividade de transplantação renal acumulada e a cada ano”, segundo Arnaldo Figueiredo.</p>



<p>“O recorde da nossa Unidade foram 178 transplantes num ano, há cerca de 10 anos. Temos mantido uma média à volta dos 130”, assinala.</p>



<p>Arnaldo Figueiredo apontou que “a doença renal crónica é quase uma inevitabilidade, atendendo a que o rim envelhece e há fatores que o agravam, alguns genéticos e outros comportamentais”, como desvios alimentares, hipertensão, tabagismo ou sedentarismo.</p>



<p>Uma vez chegados à doença renal crónica, e para se conseguir que o transplante tenha sucesso, o doente “tem que depois empenhar-se em criar as melhores condições para seu próprio benefício”, refere o especialista, salientando que há “uma responsabilização enorme”.</p>



<p>“A pessoa tem a obrigação, a responsabilidade, perante a sociedade e os outros que o não receberam em detrimento dele, de ter os cuidados adequados”, sublinha.</p>



<p>Segundo Arnaldo Figueiredo, a média de espera para um transplante “anda nos quatro, cinco anos”, podendo variar em função de fatores como o grupo sanguíneo, o ajuste da idade entre o recetor e o dador e o tempo de diálise.</p>



<p>“Há cerca de 13 mil doentes em diálise em Portugal, mas há cerca de dois mil doentes em lista de espera. Em Portugal, fazem-se cerca de 500, 600 transplantes por ano”, informa.</p>



<p>Arnaldo Figueiredo refere ainda que a sobrevida de um órgão transplantado “ultrapassa os 10 anos”.</p>
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		<title>Lisboa acolhe Reunião Anual da Sociedade Portuguesa de Nefrologia Pediátrica em outubro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 10:44:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cidade de Lisboa vai ser o palco da Reunião Anual da Sociedade Portuguesa de Nefrologia Pediátrica (SPNP), que se realiza nos dias 29 e 30 de outubro. O encontro, que pretende reunir especialistas de todo o país para debater os principais avanços e desafios na saúde renal dos mais novos, já tem as inscrições [&#8230;]</p>
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<p>A cidade de Lisboa vai ser o palco da Reunião Anual da Sociedade Portuguesa de Nefrologia Pediátrica (SPNP), que se realiza nos dias 29 e 30 de outubro. O encontro, que pretende reunir especialistas de todo o país para debater os principais avanços e desafios na saúde renal dos mais novos, já tem as inscrições abertas e o período de submissão de resumos a decorrer através da plataforma oficial do evento.</p>



<p>A edição arranca na manhã de 29 de outubro com um curso pré-congresso, em formato exclusivamente presencial, dedicado ao tema da lesão renal aguda. A abertura oficial do congresso está agendada para o início da tarde. </p>



<p id="p-rc_e9f3d38c4d81eee3-201">Um dos grandes destaques do primeiro dia será a conferência plenária &#8220;Nefrologia Pediátrica em Portugal: O que somos? Para onde vamos?&#8221;, proferida por Carmen do Carmo, que proporá uma reflexão estrutural sobre o panorama atual e o futuro da especialidade no país. Ainda na quinta-feira, o programa científico contará com uma mesa-redonda focada na Nefrologia Neonatal (abordando a lesão renal aguda e a hipertensão arterial em recém-nascidos) e uma sessão internacional sobre Nefro-Oncologia, conduzida por Pedro Arango Sancho, do <em>Hospital Sant Joan de Déu</em>, em Barcelona.</p>



<p id="p-rc_e9f3d38c4d81eee3-202">O segundo dia do evento, 30 de outubro, inicia-se com a abordagem de &#8220;Hot Topics&#8221; na área e segue com uma mesa-redonda altamente prática sobre os motivos mais frequentes de referenciação à consulta de Nefrologia Pediátrica. Nesta sessão, os especialistas vão debater a abordagem clínica perante cenários de rim único e de quistos renais.</p>



<p id="p-rc_e9f3d38c4d81eee3-203">A forte interligação entre órgãos estará em evidência no painel dedicado ao &#8220;Rim e Coração&#8221;, onde serão discutidos a síndrome cardio-renal e o risco cardiovascular na doença renal crónica.</p>



<p id="p-rc_e9f3d38c4d81eee3-204">A tarde de sexta-feira será reservada à partilha de dados e à investigação cooperativa. Além da apresentação de estudos multicêntricos da SPNP, haverá um espaço dedicado à atualização dos grandes registos nacionais da sociedade: Registo das Biópsias Renais, Registo da Doença Renal Crónica e Registo do Tratamento Substitutivo da Função Renal.</p>



<p id="p-rc_e9f3d38c4d81eee3-208">O evento terminará com as sessões de apresentação de comunicações mini-orais e pósteres, seguidas do encerramento oficial. Para consultar o programa provisório detalhado, submeter trabalhos científicos ou efetuar a sua inscrição, clique <a href="https://its-comunicacao.pt/event/reuniao-anual-da-sociedade-portuguesa-de-nefrologia-pediatrica-4/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>. </p>
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		<title>Save the Date: Reunião Anual da Sociedade Portuguesa de Nefrologia Pediátrica ruma a Lisboa em outubro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 11:59:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Nova Medical School, em Lisboa, vai acolher a Reunião Anual da Sociedade Portuguesa de Nefrologia Pediátrica (SPNP) nos dias 29 e 30 de outubro. O encontro científico assume-se como o espaço de eleição para a discussão de avanços clínicos, partilha de investigação e atualização formativa transversal a várias gerações de especialistas dedicados à saúde [&#8230;]</p>
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<p>A Nova Medical School, em Lisboa, vai acolher a Reunião Anual da Sociedade Portuguesa de Nefrologia Pediátrica (SPNP) nos dias 29 e 30 de outubro. O encontro científico assume-se como o espaço de eleição para a discussão de avanços clínicos, partilha de investigação e atualização formativa transversal a várias gerações de especialistas dedicados à saúde renal infantil. As inscrições são feitas <em>online</em>.</p>



<p>O programa provisório do evento reflete o dinamismo da especialidade e o compromisso com a inovação terapêutica, dividindo-se em várias mesas-redondas, simpósios e conferências plenárias. Entre as principais áreas em destaque contam-se: Imuno-Nefrologia, hipertensão e doença cardiovascular, litíase, avanços e <em>guidelines</em>.</p>



<p>O evento abrirá ainda espaço à discussão de temas práticos na comunidade, controvérsias em infeções do trato urinário e novas fronteiras no diagnóstico da lesão renal aguda pediátrica.</p>



<p id="p-rc_4b94362c156bd66a-45">Paralelamente às sessões de debate, a reunião contará com a apresentação dos mais recentes dados dos Registos Nacionais da SPNP, nomeadamente sobre biópsias renais, doença renal crónica e tratamento substitutivo da função renal.</p>



<p id="p-rc_4b94362c156bd66a-46">A produção científica nacional terá um palco privilegiado através das sessões de comunicações orais, mini-orais e pósteres. Como é tradição neste encontro, o reconhecimento do mérito científico e do trabalho desenvolvido pelos profissionais de saúde ao longo do ano culminará com a habitual entrega de prémios durante o jantar oficial do evento.</p>



<p>Saiba mais <a href="https://its-comunicacao.pt/event/reuniao-anual-da-sociedade-portuguesa-de-nefrologia-pediatrica-4/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>. </p>
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		<title>Estudo nacional quer colmatar &#8220;lacuna histórica&#8221; na informação sobre a doença renal crónica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 10:50:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Portugal está a realizar, pela primeira vez, um estudo nacional de prevalência da doença real crónica (DRC). Este projeto da Boehringer Ingelheim e que conta com o apoio científico da Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN) e o apoio institucional da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR), pretende apurar quantas pessoas vivem com DRC no país, onde [&#8230;]</p>
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<p>Portugal está a realizar, pela primeira vez, um estudo nacional de prevalência da doença real crónica (DRC). Este projeto da Boehringer Ingelheim e que conta com o apoio científico da Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN) e o apoio institucional da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR), pretende apurar quantas pessoas vivem com DRC no país, onde estão e quais as suas principais características clínicas e sociodemográficas. A divulgação dos resultados está prevista para o final de 2026.</p>



<p>Apesar de se estimar que a DRC afete até 10% da população adulta, Portugal não dispõe atualmente de dados nacionais recentes e abrangentes que permitam conhecer a real dimensão do problema. Esta falta de informação dificulta o planeamento de estratégias eficazes de prevenção, diagnóstico precoce e resposta em saúde.</p>



<p>O estudo, agora em curso, irá incluir cerca de 3 000 participantes, selecionados de forma aleatória e representativa em todo o território continental, Açores e Madeira.  O objetivo é identificar tanto casos já diagnosticados, como também pessoas que vivem com DRC sem o saber.</p>



<p>Edgar Almeida, presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia, refere que “este estudo representa um marco para a nefrologia em Portugal. Pela primeira vez, teremos dados robustos e representativos sobre a prevalência real da doença renal crónica, essenciais para melhorar o diagnóstico precoce e orientar políticas de saúde mais eficazes.”</p>



<p>Por sua vez, Paulo Urbano, presidente da APIR afirma que “para quem vive com doença renal, informação significa melhores cuidados e mais qualidade de vida. Este projeto dá visibilidade a uma condição muitas vezes silenciosa e permite que o país conheça, finalmente, a verdadeira dimensão do problema.”</p>



<p>&nbsp;Para a execução do estudo, a Boehringer Ingelheim escolheu a IQVIA, empresa global de referência na realização de estudos epidemiológicos e de investigação em saúde. O convite à participação é feito porta a porta por equipas qualificadas. A participação é simples e voluntária, envolvendo um questionário de caracterização e uma avaliação simples da função renal, realizada através de análises ao sangue e à urina.</p>



<p>Este estudo de prevalência integra-se no Projeto HÉRCULES, uma iniciativa mais ampla de geração de evidência de mundo real promovida pela Boehringer Ingelheim, dedicada às doenças cardiorrenais e metabólicas.</p>



<p>Os dados recolhidos permitirão compreender a prevalência real da DRC em Portugal, identificar fatores de risco e perceber de que forma a doença se relaciona com outras condições frequentes, como doenças cardiovasculares e metabólicas. A ambição é criar uma base científica sólida que apoie decisões futuras em saúde pública, com impacto na prevenção e no diagnóstico precoce.</p>



<p>“A doença renal crónica é uma condição silenciosa, raramente sintomática nas fases iniciais e, por isso, é frequentemente diagnosticada tardiamente, mesmo nas pessoas de risco”, afirma Noélia Lopez, diretora médica da Boehringer Ingelheim Portugal. “Queremos saber quantos são, onde estão e conhecer as suas características clínicas e sociodemográficas, colmatando a lacuna de conhecimento que existe nesta área.”</p>



<p>Os resultados do estudo de prevalência estão previstos para o final de 2026 e serão divulgados junto da comunidade científica, decisores, profissionais de saúde e sociedade em geral.</p>



<p>Com o Projeto HÉRCULES, a Boehringer Ingelheim reforça o seu compromisso com a geração de conhecimento científico independente, com o objetivo de contribuir para uma melhor compreensão da saúde renal em Portugal e apoiar, a médio e longo prazo, estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e melhoria da resposta do sistema de saúde.</p>



<p>Para mais informação sobre este estudo, consultar <a href="https://www.boehringer-ingelheim.com/pt/sobre-nos/projecto-hercules" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Cancro do rim: “A dúvida é se vale a pena intensificar a terapêutica” perante um prognóstico positivo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 14:14:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O tratamento do cancro do rim enfrenta um debate quando o foco recai sobre o grupo de risco favorável. Por apresentarem um prognóstico muito positivo e uma sobrevivência longa, surge o dilema sobre a necessidade de intensificar o tratamento com combinações terapêuticas que, embora eficazes, trazem consigo uma toxicidade acrescida. Para&#160;André Mansinho, especialista em Oncologia [&#8230;]</p>
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<p>O tratamento do cancro do rim enfrenta um debate quando o foco recai sobre o grupo de risco favorável. Por apresentarem um prognóstico muito positivo e uma sobrevivência longa, surge o dilema sobre a necessidade de intensificar o tratamento com combinações terapêuticas que, embora eficazes, trazem consigo uma toxicidade acrescida. Para&nbsp;<strong>André Mansinho</strong>, especialista em Oncologia na ULS Santa Maria, a discussão centra-se em perceber se o benefício imediato justifica o impacto na qualidade de vida de doentes que podem ter uma evolução lenta da patologia. Assista à entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Cancro do rim: “A dúvida é se vale a pena intensificar a terapêutica” perante um prognóstico muito positivo" src="https://player.vimeo.com/video/1184351511?h=341825e8e8&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p>O especialista participou nos Encontros da Primavera 2026, com o tema “Doença Metastática de baixo risco: estratégia terapêutica” e refletiu que “a dúvida é se vale a pena ou não intensificar a terapêutica ou se vale a pena fazer monoterapia”, uma vez que “devemos adaptar a terapêutica que temos a cada doente”, defende.</p>



<p>Embora as combinações demonstrem resultados superiores em termos de taxa de resposta e sobrevivência livre de progressão, a ausência de dados robustos sobre a sobrevivência global neste subgrupo específico mantém a questão em aberto. Para a maioria, a sinergia das novas terapias parece ser a melhor abordagem, mas a consistência dos dados ainda é limitada pelo tamanho reduzido das amostras e pelo tempo de acompanhamento insuficiente.</p>



<p>A estratégia futura passa pela identificação precisa de subtipos que possam beneficiar de abordagens distintas. Para alguns doentes, a vigilância ativa seguida de monoterapia com inibidores da tirosina quinase (TKI) na progressão da doença continua a ser uma opção válida. O objetivo final é encontrar o equilíbrio entre a eficácia máxima e a preservação do bem-estar, garantindo que a intervenção médica é tão agressiva quanto necessário, mas tão conservadora quanto possível.</p>



<p>Os Encontros da Primavera 2026 decorrem de 15 a 18 de abril, em Évora.</p>
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		<title>Especialistas europeus alertam para o aumento de casos de insuficiência renal </title>
		<link>https://mynefrologia.pt/atualidade/especialistas-europeus-alertam-para-o-aumento-de-casos-de-insuficiencia-renal/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 10:47:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um grupo internacional de especialistas lançou um alerta sobre o futuro da Saúde Pública na Europa dado que as doenças renais estão a crescer rapidamente e poderão tornar-se uma das principais causas de morte nas próximas décadas. De acordo com um estudo publicado na revista científica Nephrology Dialysis Transplantation, a doença renal crónica poderá atingir [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um grupo internacional de especialistas lançou um alerta sobre o futuro da Saúde Pública na Europa dado que as doenças renais estão a crescer rapidamente e poderão tornar-se uma das principais causas de morte nas próximas décadas.</p>



<p>De acordo com um estudo publicado na revista científica <em>Nephrology Dialysis Transplantation</em>, a doença renal crónica poderá atingir o estatuto de terceira principal causa de morte mundial até 2050, colocando uma pressão sem precedentes nos sistemas de saúde.</p>



<p>Os investigadores sublinham que, apesar desta tendência alarmante, a inovação terapêutica na área da Nefrologia continua limitada. Atualmente, não existem tratamentos aprovados eficazes para lesão renal aguda, nem medicamentos que tenham demonstrado aumentar a sobrevivência de doentes em diálise.</p>



<p>O estudo destaca que os ensaios clínicos randomizados, essenciais para desenvolver novos tratamentos, enfrentam desafios significativos nesta área. Entre os principais obstáculos estão: elevada complexidade dos doentes (com múltiplas doenças associadas), dificuldade em recrutar participantes, taxas elevadas de desistência e pequena dimensão de populações com doenças raras.</p>



<p>A estes problemas juntam-se barreiras específicas da Europa, como a implementação fragmentada da regulamentação dos ensaios clínicos e exigências burocráticas consideradas excessivas.</p>



<p>Face a este cenário, os autores defendem uma reforma urgente do sistema europeu de investigação clínica. Um conjunto de organizações, incluindo a <em>European Renal Association</em>, propõe medidas como a simplificação dos processos de segurança, harmonização regulatória entre países e maior foco no doente, nomeadamente no consentimento informado.</p>



<p>Estas mudanças são vistas como essenciais para acelerar o desenvolvimento de tratamentos eficazes e seguros. Sem intervenção, os especialistas alertam para um aumento exponencial de casos de insuficiência renal, capaz de sobrecarregar os sistemas nacionais de saúde, tanto em termos económicos como de recursos humanos.</p>



<p>Leia o artigo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41578941/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Novo consenso europeu destaca papel de marcadores na fragilidade óssea associada à doença renal crónica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 10:45:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo consenso internacional veio reforçar a importância dos marcadores de remodelação óssea (MRO) na avaliação e tratamento da fragilidade óssea em doentes com doença renal crónica (DRC). A iniciativa Kidney Disease: Improving Global Outcomes introduziu recentemente o conceito de osteoporose associada à DRC, reconhecendo formalmente a elevada prevalência de fragilidade óssea nestes doentes. No [&#8230;]</p>
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<p>Um novo consenso internacional veio reforçar a importância dos marcadores de remodelação óssea (MRO) na avaliação e tratamento da fragilidade óssea em doentes com doença renal crónica (DRC). A iniciativa <em>Kidney Disease: Improving Global Outcomes</em> introduziu recentemente o conceito de osteoporose associada à DRC, reconhecendo formalmente a elevada prevalência de fragilidade óssea nestes doentes. No entanto, apesar deste avanço conceptual, as atuais orientações clínicas ainda não definem metas terapêuticas claras para a normalização da remodelação óssea.</p>



<p>Face a esta lacuna, um grupo de especialistas de várias entidades europeias, incluindo a Associação Renal Europeia, a Fundação Internacional de Osteoporose, a Fundação Europeia de Química Clínica e Medicina Laboratorial e a Sociedade Europeia de Nefrologia Pediátrica, desenvolveu um conjunto de recomendações com foco na utilização clínica dos MRO.</p>



<p>Entre os principais destaques do consenso está a identificação de marcadores considerados particularmente fiáveis em contexto de DRC, nomeadamente a fosfatase alcalina óssea específica e a isoforma 5b da fosfatase ácida resistente ao tartarato. Estes biomarcadores apresentam a vantagem de não serem eliminados pelos rins, o que os torna ferramentas robustas para avaliação da remodelação óssea nesta população. Adicionalmente, o telopeptídeo N-terminal intacto do colagénio tipo I surge como uma opção complementar relevante.</p>



<p>O documento sublinha ainda o potencial dos MRO em três dimensões clínicas fundamentais: previsão do risco de fraturas, orientação da estratégia terapêutica e monitorização da resposta ao tratamento. Pela primeira vez, são também propostos intervalos de referência específicos para a identificação de alterações na remodelação óssea em doentes com DRC.</p>



<p>Apesar destes avanços, os autores destacam a necessidade de investigação adicional. Entre as prioridades futuras estão a integração destes marcadores com outras ferramentas diagnósticas, a definição de metas terapêuticas concretas e o desenvolvimento de intervenções direcionadas que permitam melhorar os resultados clínicos.</p>



<p>Este consenso representa um passo importante na abordagem da osteoporose associada à DRC, podendo contribuir para uma gestão mais personalizada e eficaz da fragilidade óssea numa população particularmente vulnerável.</p>



<p>Saiba mais informações sobre o consenso <a href="https://academic.oup.com/ndt/advance-article/doi/10.1093/ndt/gfag033/8488598?login=false" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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